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Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Eu não sei interagir muito fisicamente com as pessoas. Isso significa que por mais que eu goste de você tremendamente, não sou de ficar dando beijos ou abraços. Sou dessas que fica meio constrangida quando vai dar beijinhos de cumprimento ou abraços de feliz aniversário. Sabem aquela que vai dar o beijinho pela direita, quase dá com a testa no nariz da outra? Sou eu. Excesso de sem jeito pela falta de prática. 

Ter um filho mudou tudo de tantas maneiras possíveis e impossíveis, que essa minha característica não passaria incólume. Hoje, me vejo tentando criar minha filha de uma maneira mais aberta e “tátil”, se é que me faço entender aqui. Quero que ela abrace a vida e as pessoas sem medos ou constrangimentos. E desfrute dessa troca de energia sem grandes sobressaltos. Mas para que ela seja assim, ela precisa do exemplo, certo? Então lá vou eu quebrando minhas barreiras e tentando fazer diferente para ser o exemplo do que acho mais certo e saudável, emocionalmente falando.

Nós tentamos ensinar o que achamos correto e, no processo, acabamos aprendendo a beça. Evoluindo.

Se vocês virem por aí alguém trombando com o nariz na bochecha do coleguinha enquanto tenta cumprimentar com dois beijinhos, podem ter certeza que sou eu. Um dia, eu chego lá! 😉

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