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Dormindo com os anjos, ou pelo menos tentando

E quando tudo parecia que ia bem, Carol dormindo a noite toda, ritualzinho do sono e blablablá… chegou a crise dos 4 meses e me ferrou o esquema todo.

Uma vez eu vi uma mãe, não lembro qual, dizendo que a gente ia adaptando nossa “maternagem” ao desenvolvimento do filho. E, olha, é isso mesmo. Eu percebi nitidamente como a Carolina era um bebê até os 3 meses e se tornou outro completamente diferente depois que completou 4 meses.

Até os 3 meses, ela dormia suas sonequinhas com mais facilidade, em qualquer lugar, mamava sem se distrair. Estava totalmente voltada para mim. Hoje, ela está mega atenta a qualquer estímulo. Ao mesmo tempo que é uma delícia pois está bem mais interativa, risonha e brincalhona…está mais difícil fazer pegar no sono, concentrar para mamar…

E quanto às crises… vocês já ouviram falar sobre elas? É o seguinte: toda vez que o bebê está para adquirir uma nova habilidade, ele fica agitado, ansioso, dorme mal (pois a pratica até dormindo) e fica mais carente da mamãe, pois está angustiado pelas mudanças que está passando. Assim que domina a habilidade, essa angústia acaba e o bebê volta ao seu ritmo normal. A pegadinha aqui é que o primeiro ano do bebê é repleto de aquisições enoooormes, ou seja: repletos de crises!

Mas se estivermos já esperando pelo acontecimento, temos como ter um pouco de calma e saber que “vai passar”.

As principais crises do primeiro ano são as seguintes:

– 5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

– 8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).

– 12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

– 19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.

– 26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

– 30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

– 37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mamá” e”papá” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

– 46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mamá” e “papá” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o “não” e instruções simples.

– 55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar – um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

– 64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.

– 75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.

 

Retirado daqui.

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

A Carol acabou de passar pela crise das 19 semanas e foi ENLOUQUECEDOR. Se eu não soubesse que era uma crise eu tinha surtado. Ela ficou muuuuuuuito enjoadinha. Chorava por tudo e por nada, era difícil de dar mamá, porque ela não parava quieta e seu sono ficou inexistente. Ela chorava tanto na hora de dormir que parecia que estávamos fazendo tatuagem no modo tradicional maori na menina. E depois do berra berra berra, ela só dormia abraçada comigo, andando de carro e acordava a cada 40 minutos. Dá para imaginar o nível de estresse, né?

Conseguimos contornar a balada da soneca adaptando a maternagem rsrs. Voltamos a Carolina para o nosso quarto… e não adiantou. Então passei a dormir na mesma cama que ela, abraçada, dando mamá. E assim a coisa fluiu. Faço a shantala, banho de balde, mamá deitadinha e abraçada. A crise passou e ela voltou a dormir. E agora que dorme comigo, ela dorme mais horas pois vai de 21h as 9h. Claro que ela mama umas 3 vezes nesse meio tempo aí, mas como estamos na mesma cama, eu nem sei te dizer quanto tempo dura e nem quantas vezes exatamente, pois ela resmunga, eu enfio o peito na boca, ela mama e continua dormindo.

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas a cama compartilhada é “daora” e resolveu meu problema de sono.  Óbvio que eventualmente eu tentarei voltá-la para o berço, mas dando uma olhada na sequência de crises que me espera nas próximas semanas, não tentarei mudar nada nesse esquema por enquanto, pois como diz minha madrinha “com bebê, em time que está ganhando não se mexe”! 

Não tenho problemas em dizer que mudei de idéia, estou a cada dia aprendendo uma coisa nova e essa pequenininha tem me ensinado um bocado!

 

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De Malas Prontas Para a Viagem Mais Psicodélica da Sua Vida

Minha irmã, que está na contagem regressiva para a chegada da minha sobrinha (eba!), me pediu que eu falasse um pouco sobre o que levar para a maternidade, o que funcionou e o que eu senti falta e tal.

No curso que fiz na maternidade São Luiz antes da Carolina nascer, eles nos deram uma listinha com o que deveríamos levar e eu segui o que estava ali, mas confesso que no fim não achei que foi 100% não. Se fosse fazer novamente uma mala para mim e para o bebê faria diferente.

Então aí vai a minha listinha atualizada com o meu toque pessoal:

Mala do bebê: 

  • 8 bodies de manga comprida mas de tecido fininho, sendo 4 tamanho RN e 4 tamanho P  porque não se sabe exatamente de que tamanho o bebê vai nascer, por mais que você tenha o peso estimado da ultra ele é uma ESTIMATIVA, logo não dá para jurar pela bandeira que vai ser aquilo ali. A Carol nasceu bem miudinha, assim ela usou os RN e mesmo assim eles ficaram sobrando na coitadinha.
  • 8 calças compridas de algodão ou malha com pezinho, sendo 4 RN e 4 P
  • 1 cueiro de algodão Bom para enrolar o bebezinho. Voce aproveita e já pede a enfermeira para te ensinar a fazer o pacotinho. Elas são ótimas nisso e isso te ajudará imensamente a fazer o bebê dormir nos 3 primeiros meses;
  • 1 xale de linha
  • 8 macacões com abotoamento frontal, sendo 4 RN e 4 P, no meu caso era inverno e os macacoes eram de fleece e plush, que são mais quentinhos. Caso seja verão, leve macacões de algodão ou malha;
  • 4 fraldinhas de boca
  • Pente e escova de bebê
  • Tesourinha de unha e trim
  • 3 toalhas fralda
Tão pequenininha que roupa RN era grande para mim

Tão pequenininha que roupa RN era grande para mim

Caso você vá usar fraldas de pano, é bom levar também. Algumas maternidades fornecem fraldas descartáveis, outras pedem que seja levado, entao caso pretenda usar fraldas descartáveis deve se informar sobre a necessidade ou não de levá-las.

É bom a gente lembrar que estaremos naquela emoção toda do parto, seja ele natural ou cesáreo, e não teremos cabeça para mais nada. Homens, em geral, não tem muito senso estético para combinação de roupas. Assim, a menos que você tenha se casado com o David Beckham, é melhor você separar os joguinhos de roupas em saquinhos de acordo com a combinação que você pretende que o bebê esteja vestido. Ou você poderá ser surpreendida por um bebê de calça amarela, body azul marinho e macacão rosa fluor.

Vi algumas mulheres que separavam em saquinhos de filó. Eu achei isso meio bobagem e o que fiz foi comprar aqueles saquinhos com ziplock para congelar comida, sabem? Comprei do maior e separei os joguinhos de roupa com 1 calça, 1 body e 1 macacão em cada saquinho e escrevi com caneta pilot: 1 troca RN, 1 troca P, 2 troca RN, etc. Em outro saquinho coloquei trim, tesourinha, escova de cabelo e pente. Expliquei tudo ao Eduardo e assim quando a enfermeira pediu os produtos de higiene e a 1 troca de roupas, ele só procurou pela etiqueta. 😉

Toda linda com o conjuntinho que mamãe tinha separado 1 mês antes :-P

Toda linda com o conjuntinho que mamãe tinha separado 1 mês antes 😛

Mala da Mamãe:

  • 3 Calças de algodão, moletom ou lycra; eu levei pijamas mas não gostei porque recebi varias visitas e eu lá de pijamão…e o pior nem é isso. O pior é que eu não conseguia dormir, então eu ficava rodando pelo hospital olhando “as modas do berçário” de pijama! Teria me sentido mais a vontade com uma calça folgadinha e confortável mas não necessariamente roupa de dormir.
  • 3 blusas de algodão folgadinhas, pelo mesmo motivo explicado acima. E nem precisa ser de botão, viu. É bem prático levantar um pouquinho e dar de mamar. Só precisa ser folgadinha.
  • 2 soutiens para amamentação
  • Conchas para seios, ajuda a não empedrar o seio caso o leite desça logo
  • Calcinhas de cintura alta e bem ajustadas, pois depois do parto a nossa barriga fica meio geleiosa, assim uma calcinha alta e firme te dá uma sustentação melhor
  • Produtos de higiene pessoal, eu não precisei levar toalha nem shampoo, sabonete, condicionador ou absorvente. O hospital dava esses ítens. Mas caso seu hospital não forneça, melhor ter na bolsa.
  • Absorvente para seios: eu não usei pois nunca vazei tanto assim, mas ouvi várias mulheres dizendo que foi útil, então melhor levar.
  • Roupa para sair da maternidade eu levei um vestido de mangas compridas pois estava frio. Leve algo mais arrumadinho mas que não dê muito trabalho para vestir. Evite vestidos, pois são mais difíceis de amamentar, a não ser que tenha botões na frente ou seja trespassado e dê para afastar e expor o seio;
  • Chinelos para dar suas peruadas pelos corredores do hospital
  • Sapatinho para ir embora mais arrumadinho mas que não dê muito trabalho para calçar. Eu levei sapatilhas.
  • Batonzinho é bom também, para quando as visitas vierem e você quiser sair mais bonitinha nas fotos
  • Elástico de cabelo porque amamentar com o cabelo solto, principalmente no início, é uó.

Documentos:

  • RG e CPF da paciente e do acompanhante (pode ser a carteira de habilitação);
  • Solicitação de internação (fornecida pelo seu médico)
  • Cartão pré-natal
  • Exames realizados durante a gestação (pelo menos o primeiro USG e o último e o exame de sangue mais completo que tiver)
  • Certidão de Casamento (caso seja casada)
  • Plano de parto
Primeira foto da Carolina. Na época em que não dava trabalho para dormir rs

Primeira foto da Carolina. Na época em que não dava trabalho para dormir rs

Quando estiver já na contagem regressiva para a chegada do bebê, recomendo deixar a sua mala e a do bebê já na mala do carro, assim como a cadeirinha do bebê (bebê conforto). Deixe também os documentos separados em uma pastinha em um lugar de fácil acesso para que você não esqueça na hora da alegria de querer sair correndo para a maternidade. Eu, que não sou ansiosa nem nada, deixei tudo na mala do carro desde a 36 semana.

Leve também câmera fotográfica! Você vai querer guardar todos os momentos possíveis na memória e nas fotos. Eu fiquei tal qual uma alucinada fotografando a menina a noite toda, enquanto Eduardo dormia no sofá-cama de boca aberta e tudo.

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10 Coisas Que Você Não Deve Dizer A Uma Recém Mãe

1. Nossa, mas ele é a CARA do pai/sogra/padeiro/rapaz da net, não tem NADA seu
A gente ficou 9 meses com a cria na barriga, teve incontinência urinária no final da gestação, pariu, chorou dando mamá… e aí vocês acham que é ok a criança não ter NADA parecido com a gente? Não é possível! Alguma coisinha tem que ter! Nem que seja a unha do mindinho ou o branco dos olhos. Se você realmente não conseguir identificar nenhuma semelhança com a mãe, tenha piedade e minta. Ela vai te amar mais. Juro.

2. Acho que ele está com frio/calor/fome/sono/cólica
Já é difícil pra cacete identificar os motivos do choro do bebê no início, quando você e ele ainda não estão muito habituados a se comunicar. Tudo piora muito se alguém resolver palpitar. A gente já se cobra horrores, não é preciso que alguém tente mostrar que a gente é incompetente. Desculpem, mas é o que fica parecendo.

3. Você pode comer/beber isso amamentando? (com a sobrancelha levantada e olhar de reprovação)
Se eu não pudesse comer, eu teria avisado a você ou ao dono da casa e NÃO estaria comendo. Não sou louca, né?

4. O seu bebê ainda não salta/anda/fala klingon? Meu filho/sobrinho com essa idade já andava de bicicleta e falava javanês.
Comparações são uma merda quando estão falando de adultos, quando estão falando dos nossos filhos… cada criança tem um tempo, um ritmo. Se o seu filho/sobrinho/afilhado aos 3 meses já andava de bicicleta, isso é ótimo! Mas o meu está seguindo seu próprio ritmo e tudo bem!

5. Que princepezinho lindo! (quando é menina) ou Que boneca! (quando é menino)
Bebês são extremamente andróginos, então não tente adivinhar o sexo da criança pela roupa que ela está vestindo. Minha filha tem roupas verdes, amarelas, cinza, body de banda de rock…não é por isso que ela é um príncipe, ok? Eu não espero que você saiba que ela é menina, mas eu amaria que você tivesse a delicadeza de perguntar.

6. Só mama no peito? Mas por que você não dá um chazinho de erva-doce? É bom para a dor de barriga
Chá de erva doce é óóótimo. Mas minha filha tem 3 meses e por isso ela só mama no peito e assim continuará até completar 6 meses, que é quando a OMS recomenda a introdução alimentar. Ela não precisa de água/chá/suco. E eu não preciso do seu pitaco nessa questão.

7. Não pode ficar muito com bebê no colo, senão vai ficar mimado
Eu tenho UM BEBÊ de 3 meses. Ela precisa de amor, afeto e aconchego tanto quanto precisa de comida. Pode ter certeza que eu vou pegar no colo SIM e vou pegar muito. O tempo passa rápido, daqui a pouco ela está crescida e não vai querer mais colo e quem vai se sentir triste por não ter pegado o tanto que gostaria serei eu. Então vou aproveitar ao máximo essa fase. Se você não pega seus filhos, não os acalenta… que triste! Para você e para eles!

8. Está conseguindo perder o peso da gravidez?
Eu já me cobro horrores por estar acima do peso e eu tenho espelho em casa. Então pode ter certeza que eu sei que meu peso está longe do ideal. Não é você comentando isso que vai resolver meu problema. Seja discreto e deixe para falar mal da minha silhueta com o seu acompanhante depois que saírem da minha casa. #ficaadica

9. Você sabe que excesso de choro e cólica são por causa da ansiedade da mãe?
Ainda bem que você me disse, porque agora fiquei calminha!

10. Ela quer mamar de novo? Mas você acabou de dar!
E vou dar de novo quantas vezes ela quiser. Eu pratico a Livre Demanda e isso significa que minha bebê pode mamar o quanto quiser e quantas vezes quiser. A livre demanda ajuda a criança a ser menos ansiosa, ganhar mais peso e também a manter a produção de leite da mãe. Se você pratica amamentação “por horários”, problema seu. Deixe-me com meu Pingente de Mamilo. 😉

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Dormindo com os anjos: a temida hora de nanar

A Carolina, como todo bebê que se preze, dava um trabalho danado para dormir. Ou melhor, para não acordar pois ela até dormia mas o que ela mais fazia era acordar a noite toda.

A falta de sono crônica me deixou meio psicótica, meio alienada. Vivia num mundo paralelo onde as coisas não faziam muito sentido. Não sabia em que dia estava, quem era eu, quem tinha ganhado as últimas eleições. Só conseguia me lembrar, dolorosamente, há quantos minutos ela tinha dormido.

Comecei a comprar livros e a ler artigos e mais artigos sobre os métodos mais mirabolantes para fazer a bebéia dormir a noite toda. Li, li, li, conversei com pediatras…eles me diziam: “Você tem que acordá-la durante o dia! Ela está trocando o dia pela noite!” Mas ela dormia de dia tão profundamente, que para acordá-la só tirando a roupa e estávamos no inverno! Além disso, eu passava a noite acordada na Baby balada, então quando ela finalmente dormia, tudo o que eu NÃO queria era que acordasse.

Comecei a tentar fazer um mix das coisas que eu li e que não agrediam as minhas convicções de mãe (nada de Nana Nenê aqui nessa casa). E chegamos em uma rotina otimizada. Vou contar para vocês o que deu certo aqui em casa (e nem vou cobrar por isso, vejam só! rs).

Primeiro, eu li sobre a teoria do vulcão e percebi que realmente fazia sentido. Ela diz mais ou menos o seguinte: quando o bebê fica com sono, TEMOS que fazê-lo dormir. Coçou o olhinho, ficou com o olhar parado…nada de tentar manter acordado mais um pouquinho, tem que levar para a cama. Porque caso isso não seja feito, a criança vai ficando mais e mais irritada até que “explode” feito um vulcão e fica praticamente impossível adormecer. Ou seja, eu estava fazendo tudo errado! No meu afã de fazê-la destrocar noite e dia, eu tentava deixá-la acordada por horas seguidas e ela se irritava mais ainda. Bebês da idade dela não devem ficar mais de 2 horas seguidas acordados! Tem uma tabelinha de sono olhem só:

Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas

Recém nascido 1 – 2 horas
6 meses 2 – 3 horas
12 meses 3 – 4 horas
18 meses 4 – 6 horas
2 anos 5 – 7 horas
3 anos 6 – 8 horas
4 anos 6 – 12 horas

Segundo, eu colocava ela deitadona de barriga para cima e achava que ela ia dormir tranquila. Bebês muito novinhos tem muitos movimentos involuntários, reflexos como o de Moro (o bebê parece estar levando um susto) e acordam facilmente. Então um jeito legal de minimizar isso é apelar para a sabedoria do tempo da vovó e enrolar seu bebê num cueiro. Isso mesmo! Parece loucura, mas funciona. Só temos que tomar cuidado para enrolar direitinho sem forçar o quadril por causa do risco de displasia. Eu aprendi aqui ó.

Terceiro, eu a colocava em silêncio. E um barulhinho como o de água, relaxa o bebê e o faz lembrar do útero. Baixei um aplicativo do celular e colocava perto do berço, no início. Depois, coloquei um móbile maravilhoso que faz um barulhinho de mar.

Quarto, ela dormia no meu quarto. Qualquer barulho da gente virando na cama, meu marido roncando ou rangendo dentes ela acordava. Passamos ela para o bercinho do quarto dela. Com a babá eletrônica ligada a noite toda, claro!

Quinto, qualquer barulhinho que ela fazia, eu tirava do berço afobada. Mas muitas vezes o bebê chora, geme, ri, grunhe e não está acordado e nem vai acordar! A Carolina, por exemplo, tem um sono mega agitado! Ela mexe bracinhos, perninhas, cabeça, faz uns barulhos que parecem freada de caminhão! Mas não acorda. desde que eu não a tire do berço. Então passei a fazer como o pedestre que atravessa o trilho do trem: Paro, olho e escuto. Se ela só gemer, espero. Caso emende num choro, ok, tiro do berço e atendo.

Sexto, eu não tinha rotina! Cada dia ela dormia uma hora diferente e eu nunca seguia uma sequência de eventos. Passei a seguir sempre a mesma rotina, assim ela entendia que depois de tal sequencia, vinha o soninho. A minha rotina é: acorda cedo (6h), mama e brinca um pouco, soneca da manhã (1h de duração), mama, brinca mais um pouco, soneca do meio dia (3h de duração), mama, brinca, soneca da tarde (1,5h), mama, brinca, banho, mamá no escurinho do quarto, enrola no cueiro, barulhinho e berço.

Depois disso, nossa vida mudou! Num dia bom, ela dorme de 20h as 06:30. Teve um dia que deu 07 ela não tinha acordado, eu me desesperei e acordei ela. Mãe louca, né? hahahaha

Num dia padrão, ela dorme as 20h e vai até umas 04:30, 05h…

Num dia ruim, ela acorda umas 02:30h. O que ainda são 6h seguidas de sono!

O que eu percebo que faz ela variar nesses extremos é o dia que ela teve. Se foi um dia mega agitado, com muitas coisas/pessoas diferentes, ela fica superexcitada e dá uma cagada no padrão de sono. O que também acontece se ela não teve boas sonecas durante o dia.

Bom pessoal, é isso! Bons sonhos para vocês!