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18 meses… mamãe voltou!

Muitas mudanças nesses últimos tempos:

mudamos de cidade, idioma e até de país! Desde agosto que viemos morar na Alemanha. Nesse meio tempo, Carolina cresceu, fez seu primeiro corte de cabelo (levei no salão porque não tenho coragem de fazer besteira), está andando toda firmezinha e toda prosa (começou com 13 meses) e anda mais pândega do que nunca. Entende absolutamente TUDO que falamos com ela, aponta para mostrar as coisas, pede o que quer, faz o que pedimos 90% do tempo. Os outros 10% ela se faz de sonsa porque estamos pedindo algo que ela não está a fim.

Seu sono? Evoluiu, regrediu… seguiu bem os padrões das crises de desenvolvimento que eu descrevi aqui. Acabamos de passar pela dos 18 meses que foi tensa porque ela vinha num padrão bacaninha e aí regrediu a beça. Fui procurar as datas das prováveis mudanças e… batata! Eram os 18 meses. Durou umas 3 semanas, agora ela voltou nos eixos. Atualmente, tira uma soneca longa depois do almoço (2 horas) e depois só vai dormir por volta das 21:30/ 22h. Vai até as 6 da manhã, quando quer mamar e continua até as 8h. Para mim, isso está perfeito.

Mas ainda não dorme no seu quarto. Até pelo fato de aqui ser inverno, estar fazendo temperaturas negativas… nós ligamos o aquecedor e fechamos a porta, assim sendo prefiro que ela esteja conosco. E ela dorme melhor assim, acorda menos.

O que aconteceu aos 18 meses de mais significativo, sem dúvida alguma, foi a expansão enooorme de seu vocabulário. Antes, ela falava uma palavrinha ou outra, agora está uma tagarela de marca maior.

Quem canta seus males espanta

Quem canta seus males espanta

Suas palavras mais frequentes (as que eu me lembro, porque são muitas) são:

Mamãe: eu mesma. E ela fala direitinho.

Papai

Vovó

Titia

cer: descer. Serve para descer ou para subir do seu cadeirão.

papá: quero comida, oras!

mamá: mamadeira

teta: chupeta

mão: quando ela quer ajuda para alguma coisa, ela estica a mãozinha e fala “mão”! Como se estivesse dando uma ordem e não fazendo um pedido.

porta: quando quer que a gente abra a porta para ela sair.

arrozi: arroz. Sua comida preferida acima de todas as outras. Vez ou outra ela pega implicância com um ou outro alimento, mas o “arrozi” continua no topo.

pão: segundo na lista de preferência.

boio: bolo, claro!

Cóio: quando quer colo, ela agora estende os bracinhos e pede “cóio“.

Eche: esse. Tudo o que ela quer, ela aponta e pede “eche“.

Pepa: seu desenho preferido. Junto com a galinha pintadinha, o peixonauta e a loja de laços da Minnie.

Neném: qualquer criança

Maia: sua boneca “Germara”, com que dorme todos os dias.

Gada: obrigada. É muita educação, tá?

Tau: tchau.

Paia: para. quando a gente enche muito o saco dela com beijos ou cosquinha.

: Brincar. Pergunto se ela quer alguma coisa, na hora ela responde que quer ““.

Cocô: serve para cocô ou pum. Ela ainda não sacou que peso na fralda é a diferença entre os dois. Rsrs

Não, não, não! : Esse ela fala assim mesmo, três vezes, quando tá muito P da vida porque a gente quer que ela coma outras coisas além de “arrozi“. E ela ainda fala virando a cabeça de um lado pro outro. Juro que não sei se rio ou fico brava.

Também tem aquelas mais óbvias: água, naninha (bananinha), fiijão (feijão)e muito mais que não lembro agora, mas essas são as principais. E uma que me faz chorar de rir é quando perguntamos se ela quer alguma coisa e ao invés de ela falar que sim ou não ela faz um “ahãn”. É uma figuraça, gente!

Até a próxima!

Beijos polares, aqui de Berlim!

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10 meses…pensaram que eu tinha esquecido?

Esse mês passou voando. E as novidades do mês são as seguintes:

  • As palminhas agora são multiuso. Quando ouve uma música? Palmas! Quando está feliz? Palmas! E o mais divertido: como descobriu que eu acho lindo demais suas palminhas, é só eu ameaçar brigar ou chamar sua atenção que ela faz uma cara de sapeca e bate palminhas. Não preciso nem dizer que o pito acaba aí e perco totalmente a moral porque começo a rir.
  • Quando não quer ir pro colo de alguém, esconde o rostinho no meu peito. E me faz morrer de fofura toda vez que faz isso.
  • Quando está no meu colo, não vai pro colo de ninguém mais. Mamãe é a sua favorita. Yay!!!
  • Falou sua primeira palavra por repetição: tava. Foi muito engraçado porque eu sempre falo com ela mas não espero uma resposta. Ela tinha acabado de comer e eu perguntei se estava bom o papá. E, do nada, ela repetiu “tava“. Eu e Du ficamos tão chocados que não conseguimos falar nada.
  • Ainda não fala mamãe mesmo eu repetindo centenas de vezes para ela.
  • Fala “papá” mas eu tenho quase certeza que é para comida e não para papai. Sorry, babe.
  • Tem um movimento de pinça extremamente eficiente. Até demais. Pega TODAS as sujeirinhas do chão.
  • Não pode ver a gaveta aberta que quer esvaziar de qualquer jeito.
  • Engatinha pra todo lado! Para minha felicidade e para o bem das suas roupas (que ficavam todas manchadas na barriga) ela desistiu de se arrastar!!!!!
  • Virou uma pequena roedora. Tem quatro dentinhos megafofos.
  • Come frutas e biscoitos sozinha e direitinho.
  • Quase abandonou o peito. O que é um pouco libertador mas atacou minha esquizofrenia materna pois fez com que eu me sentisse abandonada e “menas main”.
  • Gosta de brinquedos que fazem barulho e se amarra em batucar. Melhor presente: seu xilofone. Melhor presente para mim né? Porque ela batuca em qualquer coisa.
  • Ficar de pé apoiada nos móveis ela já ficava, mas agora está pró em sentar-se ou se agachar e levantar de novo. 
  • Aprendeu a apontar. Fica com seu dedinho apontado para tudo e para nada. 
  • Quando a gente fala “Toca aqui”, ela bate a mãozinha na nossa. Super cool essa minha garota.
  • Faz biquinho e barulhinho de beijo com a boca o tempo todo, mas não tem idéia que isso é beijo.
  • Adora morder tudo e todos, mas os alvos preferidos são queixos e meus peitos. E dóóóói.
  • Está cada vez mais difícil trocar sua fralda. Ela está a mais fugitiva de todas. Fico em dúvida se estou laçando um novilho ou trocando um bebê.
  • E é isso! 🙂    Imagem
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9 Meses: deliciosa loucurinha

A pinup mais linda do mundo

A pinup mais linda do mundo

Gente, 9 meses é uma loucura deliciosa!

Loucura porque o bebê muito provavelmente já está se locomovendo (arrastando, engatinhando ou até andando se ele for precoce) e isso eleva os níveis de adrenalina a patamares nunca dantes atingidos. Acho que nem quando fiz parasailing tive descargas adrenérgicas tão intensas.

E deliciosa porque o bebê começa a fazer várias gracinhas que te fazem morrer de fofura.

Carolina nessa virada dos 8 para 9 meses está assim:

  • Ela tinha dado uma pausa no tchauzinho. Até perguntei ao pediatra se era isso mesmo (mãe é encanada com QUALQUER COISA, me julguem!) e ele disse que era normal, que o bebê parava de fazer alguma coisa como se tivesse esquecido enquanto desenvolvia outras habilidades e que depois ele voltava. E foi isso mesmo. Ela tinha parado o tchauzinho até que começou a ficar de pé. Daí voltou a dar tchau.
  • Agora fica de pé! Vai se apoiando nas coisas e escala mesmo. Isso fez com que eu começasse a ter medo de deixar o Kit berço no berço, pois ela poderia usar como apoio pra subir e acabar caindo. O que nos leva ao próximo ítem.
  • Passou a dormir em um colchonete em seu quarto. Aposentei o berço. Eu tirei o Kit porque tinha medo que ela caísse, mas aí ela se remexia durante a noite, prendia o pé entre as grades e acordava chorando. Aconselho o berço que não tem grade, mas treliça. Eu achava horroroso na gravidez, mas agora vejo o sentido da coisa.
  • Aprendeu a engatinhar. Mas ela dá duas engatinhadas, enjoa, joga o barrigão e vai minhocando com uma velocidade alucinante até seu objetivo.
  • Começou a brincar de esconder. Morro de fofura toda vez que ela se esconde atrás da fralda e espera eu dizer ACHOU. Só que o engraçado é que as vezes você está distraído com alguma coisa, vira e ela está lá, sozinha, escondida atrás da fralda esperando alguém achar. hahaha. E tem também o fato de que ela é capaz de brincar de esconder ad infinitum. 
  • Os dois dentinhos inferiores já estão quase totalmente nascidos. E apontou o incisivo superior direito. Começou a usá-los também e vez ou outra tasca umas mordidas doídas no meu peito. Quando eu chamo a atenção dela, ela acha engraçado.
  • Mamãe tornou-se seu grande amor. Não pode me ver que se joga no meu colo e começa a chorar se eu não pego.
  • Depois da fase balada (a tal crise dos 8 meses) que durou umas 2/3 semanas, o sono deu uma melhorada. Está dormindo bem menos durante o dia. Tira duas sonecas de meia hora e só. E a noite, dorme umas 20h, acorda para mamar umas 3h e depois acorda as 6h. Daí acabou, né? Tem jeito não, depois de se tornar pai/mãe você entra num outro fuso horário.
  • Faz cara de bichinho. Se a gente franze o nariz e fica fungando, ela imita.
  • Fica fazendo besourinho O TEMPO TODO. Mas os momentos favoritos são quando está tomando algum líquido. E aí voa água, leite, o que for para todo lado. Se alguém rir, daí ela faz mais feliz da vida ainda.

E A GRANDE NOVIDADE DO MÊS!

Ela aprendeu a bater palminhas, gente! E a mamãe não para de babar. Dá uma olhada e vomite um arco-íris comigo.

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O que a criança deve saber em cada idade?

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Li um texto muito interessante do El Huffington Post que fala sobre a competição muitas vezes escancarada que existe entre mães. Óbvio que quando vemos que uma criança faz determinada coisa a nossa não, bate um medo de que não esteja tudo ok com nosso filho. Isso é normal. O que não é normal são as mulheres que piram e querem contar vantagem o tempo inteiro sobre o que os seus “superbebês” fazem e muitas vezes massacram seus pequenos. Eu traduzi o texto e coloco abaixo para vocês:

“O que faz uma criança de 4 anos?

Recentemente, em um fórum sobre a educação das crianças, li um post de uma mãe preocupada porque seus filhos, com idade de quatro anos e meio, não sabiam o suficiente. “O que deve saber uma criança de quatro anos?”, questionou.

As respostas que eu li, não só me entristeceram, mas me irritaram. Uma mãe indicou uma lista de todas as coisas que o seu filho sabia. Contar até 100, os nomes dos planetas, escrever o seu nome e assim por diante. Outras diziam que seus filhos sabiam muito mais, mesmo tendo apenas 3 anos. Algumas incluíram links para páginas com listas do que uma criança deve saber em cada idade. Apenas alguns poucos disseram que cada criança se desenvolve em seu próprio ritmo e para que ela não se preocupasse.

Incomodou-me muito que a resposta dessas mulheres para uma mãe preocupada foi dar-lhe mais motivos para preocupação, com listas de tudo o que seus filhos faziam e os dela não. Somos uma cultura tão competitiva que mesmo os nossos pré-escolares se tornaram troféus para se gabar. A infância não deve ser uma carreira.

Por isso, tomei a decisão de oferecer a minha lista do que uma criança deve saber aos quatro anos:

  • Deve saber que é amada incondicionalmente e em todos os momentos 
  • Deve saber que  está seguro e como se manter seguro em locais públicos, com outras pessoas e em diferentes situações.
  • Deve saber que  tem que confiar em seus instintos quando conhece alguém e  nunca tem que fazer algo que   pareça inapropriado, não importando quem o peça.
  • Deve conhecer os seus direitos e saber que sua família vai sempre apoia-lo.
  •  Tem que aprender a rir, jogar o tolo, brincar de mocinho e bandido e usar sua imaginação.
  • Deve saber que nada vai acontecer se pintar o céu de cor de laranja ou desenhar gatos com seis pernas.
  • Deve saber o que gosta e ter a segurança de que vai perseguir seus sonhos. Se não se interessa em aprender os números, os pais precisam perceber que irá aprender, quase por acidente, se em vez de obrigá-la deixarem que se dedique a  naves espaciais, dinossauros, ou a ficar desenhando ou brincando na lama.
  • Deve saber que o mundo é mágico e ele também é grande, criativo, compassivo e maravilhoso.
  • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo guirlandas, tortas de lama e casas de contos de fadas é tão importante quanto a prática de fonética. Ou melhor, muito mais importante.

Mas o mais importante é o que os pais devem saber:

  • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer contas em seu próprio ritmo, e que isso não terá nenhuma influência sobre o quão bem ela andará, falará, lerá ou fará cálculos mais tarde. 
  • Que o que mais influencia  um bom rendimento acadêmico e boas notas no futuro é ler para crianças pequenas. Sem chips, nenhum manual, nem elegante berçário, brinquedos e computadores, mas a mãe ou pai gastar algum tempo do dia ou da noite (ou ambos) para sentar e ler bons livros. 
  • A criança  ser a mais inteligente ou estudiosa da classe não significa ser a mais feliz. Estamos tão obcecados com a tentativa de dar aos nossos filhos todas as “vantagens” que o que nós estamos dando-lhes são essas múltiplas tarefas e uma vida tão estressante como a nossa. Uma das melhores coisas que podemos dar aos nossos filhos é uma infância simples e despreocupada. 
  • Nossas crianças merecem ser cercadas por livros, natureza, instrumentos de arte e a liberdade para explora-los. A maioria de nós poderia se livrar de 90% dos brinquedos dos nossos filhos e não fariam falta, mas alguns são importantes, como brinquedos Lego e de construção, brinquedos criativos, como todos os tipos de materiais de arte (bom), instrumentos música (tanto clássicos como multiculturais), fantasias e livros e mais livros (coisas que muitas vezes você pode conseguir muito barato em brechós). Elas precisam de liberdade para explorar estas e outras coisas para usar a pintura, argila e purpurina na mesa da cozinha, enquanto fazemos a ceia, mesmo sujando tudo, ter um canto no jardim, onde eles podem cortar a grama e fazer uma caixa de lama. 
  • Nossas crianças precisam ter-nos mais. Nós aprendemos tão bem que  precisamos  cuidar de nós mesmos que alguns usam isso como desculpa para que outros cuidem de nossos filhos. Claro que todos nós precisamos de tempo para um mergulho, ver os amigos, de um tempo para arejar a cabeça e, por vezes, algum tempo sem as crianças. Mas vivemos em uma época em que as revistas sobre maternidade/paternidade recomendam que você tente dedicar 10 minutos por dia para cada criança e tenha um sábado por mês dedicado à família. Que horror! Nossas crianças precisam da Nintendo, dos computadores, das atividades extracurriculares, das aulas de balé, dos grupos de brincadeiras e prática organizada de futebol muito menos do que eles precisam de nós. Eles precisam de pais que ouçam o seu relato sobre o que fizeram durante o dia, de mães que sentem para fazer artesanato com eles, de pais e mães que leiam histórias e façam piada. Eles precisam que façamos passeios nas noites de Primavera, e não nos importemos  que seja a 1 km/h . Eles têm o direito de ajudar a fazer o jantar, mesmo que leve o dobro do tempo e dê o dobro de trabalho. Eles têm o direito de saber que são uma prioridade para nós e que nós realmente amamos estar com eles. 

E de volta a essas listas do que as crianças sabem aos quatro anos …

Eu sei que é natural comparar nossos filhos com outras crianças e querer ter certeza de que estamos fazendo tudo que podemos para eles. Existe uma lista do que é frequentemente ensinada para crianças dessa idade e que eles devem saber no final de cada ano escolar, da pré-escola.

Como estamos educando os nossos filhos em casa, eu costumo imprimir estas listas para ver se há algo marcante faltando no que eles estão aprendendo. Até agora isso não aconteceu, mas às vezes eu tenho idéias sobre possíveis temas para jogos ou livros da biblioteca pública. Se as crianças vão à escola ou não, as listas podem ser úteis para ver o que os outros estão aprendendo, e podem ajudar a tranquilizar-nos sabendo que está tudo bem.

Se existem áreas onde parece que uma criança está defasada, você tem que perceber que isto não indica uma falha, da criança ou seus pais. É apenas uma lacuna. As crianças aprendem com o que eles tem ao seu redor, e a idéia de que todos devem conhecer essas 15 coisas em uma determinada idade é bobagem. Ainda assim, se queremos que eles aprendam, o que nós temos que fazer é apresentá-los na vida normal, brincar com eles, e eles absorverão naturalmente. Se você contar até 60 quando estiver fazendo a massa de um biscoito, aprenderão a contar. Podemos levar  livros divertidos sobre o espaço ou o alfabeto. Experimentar com tudo desde a neve até as cores dos alimentos. Tudo virá com mais naturalidade, mais diversão e muito menos pressão.

No entanto, a minha dica favorita em relação a crianças pequenas é o que aparece nesta página.
O que precisa-se aos quatro anos?

Muito menos do que pensamos, e muito mais.”

Fonte: http://www.huffingtonpost.es/alicia-bayer-/que-debe-saber-un-nino-de_b_3955952.html

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8 Meses Rocking Around

 

Cada vez mais fofinha

Cada vez mais fofinha

E mais um mês se passou! Parece clichê dizer que voa, mas olha… voa mesmo. E aí vão as notícias da Carolina no mês que se passou:

  • Ela aprendeu a dar tchauzinho. Tudo bem que é uma coisa entre um adeusinho de miss e uma espanhola tocando castanholas, mas é uma coisa tão fofa tããão fofa, que toda vez que ela faz para mim, eu saio correndo para abraçar, beijar e gritar que é uma fofura. Tô até com medo de ela começar a confundir e achar que tchau é na verdade um modo de mandar a mãe dela imitar uma piradona.
  • Está arrastando-se cada vez com mais eficiência. Atravessa o quarto rapidamente para pegar qualquer sujeirinha ou porcaria que ela NÃO DEVIA estar mexendo do outro lado do ambiente. Caiu uma sujeirinha e lá vai ela correndo numa cruza de minhoca com recruta Zero.
  • Aprendeu a pegar as coisas com o indicador e o polegar. CLARO que só pega porcaria, né? É a gente piscar e pumba, lá está ela onde não devia estar.
  • Foi à praia pela primeira vez. Fomos na praia da Barra com a tia Beatriz e o primo Teo. E adorou.
  • Comeu areia. Lógico! Estava lá toda alegrinha amassando a areia, NIQUI passou o tio do mate. A gente distraiu pedindo mate e quando viu, ela estava com a boca cheia de areia. Papai quase infartou.
  • Tornou-se bidentada. As duas canjiquinhas de baixo já deram sinal. Ainda não saíram totalmente, mas já estão marcando presença no sorrisinho.
  • Comeu frutas sozinha pela primeira vez. Uma fatia de melancia. Ficou inteira suja, esmagou a fruta, passou na cara no cabelo… e uma pequena parte, comeu.
  • Já usou sua primeira calça jeans. E ficou gatésima.
  • Descobriu a língua. E de vez em quando, fica mostrando ela por aí.
  • Está fazendo quatro refeições por dia (café, lanche, almoço e janta) além do mamá à vontade.
  • Ela já vinha dando as mãozinhas timidamente quando queria colo. Mas agora ela joga os bracinhos de forma muito mais entusiasmada quando quer uma carona nos braços de alguém.
  • Não gosta nadinha de ficar sozinha. É colocar no chiqueirinho que ela começa já a reclamar.
  • Está toda cheia de dobrinhas e com um delicioso pé de bisnaguinha que a mamãe morde todo dia.
  • Agora dome de bruços, com uma das perninhas dobradas: igualzinho à mamãe!
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7 meses supimpas!

sentadinha. E sem as mãos!

sentadinha. E sem as mãos!

Foi dia 19, mas como estamos em viagem pelas terras cariocas, acabei não conseguindo por no ar o post no dia certo. 7 meses e cá estamos nós! Comemorando mais um mês cheio de novidades e descobertas.

Como está a Carolina de 7 meses?

  • Maior conquista do mês: fica sentadinha sem apoio!!!! Faltando 1 semana para 7 meses, ela finalmente conseguiu. Pegou o brinquedinho enquanto estava sentada e não caiu rendida de costas, como acontecia antes.
  • Arrasta-se circularmente quando quer pegar alguma coisa e fica parecendo um reloginho.
  • Arrasta-se de ré, tal qual um caranguejo-bebê.
  • rola para os dois lados e desvira também.
  • Evoluiu do da-da-da e expandiu a linguagem para ba-ba-ba, ga-ga-ga, ne-ne-ne e ta-ta-ta
  • está simplesmente AMANDO comer. Come praticamente qualquer coisa e não duvido que trace até uma sopa de pedra.
  • Frutas que já provou (e gostou): pera, maçã, banana, mamão.
  • A única coisa que cuspiu longe, odiou e fez cara de nojinho (juro!) foi o pêssego.
  • legumes que já provou: batata, inhame, mandioquinha, abóbora, cenoura, arroz  e chuchu.
  • o que mais ama: angú com caldinho de carne.
  • não era muito fã, mas acostumou-se com a água após a mamãe insistir muito e não oferecer chá nem suco #mamãecarrasca
  • Seu cocô agora é de gente grande (eeeeeeeeeeeca)
  • às vezes, quando dá na telha, manda beijinhos. Mas não adianta pedir. É quando está a fim.
  • Ainda é muito dada e vai com qualquer um. Mas chora quando lembra que tem mãe e vê que ela não está no campo de visão.
  • AMA bebês e espelhos. E gente olhando e mexendo com ela. Adora ser o centro das atenções.
  • Sabe o que é Não. Mas ignora quando está a fim.
  • Quer comer meu rosto, queixo, sobrancelha, cordão, olho, mão
  • Dorme com a mão no meu rosto
  • Ainda careca. Mas agora com alguns fios longos mal posicionados. Parece uma cebolinha.
  • Ainda banguelinha, embora o povo tenha a mania de encher o saco dizendo que vem dente por aí. Dizem isso desde os 2 meses! Se ela ganhasse 1 dente cada vez que ouço isso, já tinha pra mais de 100.
  • Acorda umas 3x por noite para mamar.
  • Continua a florzinha mais linda do meu jardim
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Dormindo com os anjos, ou pelo menos tentando

E quando tudo parecia que ia bem, Carol dormindo a noite toda, ritualzinho do sono e blablablá… chegou a crise dos 4 meses e me ferrou o esquema todo.

Uma vez eu vi uma mãe, não lembro qual, dizendo que a gente ia adaptando nossa “maternagem” ao desenvolvimento do filho. E, olha, é isso mesmo. Eu percebi nitidamente como a Carolina era um bebê até os 3 meses e se tornou outro completamente diferente depois que completou 4 meses.

Até os 3 meses, ela dormia suas sonequinhas com mais facilidade, em qualquer lugar, mamava sem se distrair. Estava totalmente voltada para mim. Hoje, ela está mega atenta a qualquer estímulo. Ao mesmo tempo que é uma delícia pois está bem mais interativa, risonha e brincalhona…está mais difícil fazer pegar no sono, concentrar para mamar…

E quanto às crises… vocês já ouviram falar sobre elas? É o seguinte: toda vez que o bebê está para adquirir uma nova habilidade, ele fica agitado, ansioso, dorme mal (pois a pratica até dormindo) e fica mais carente da mamãe, pois está angustiado pelas mudanças que está passando. Assim que domina a habilidade, essa angústia acaba e o bebê volta ao seu ritmo normal. A pegadinha aqui é que o primeiro ano do bebê é repleto de aquisições enoooormes, ou seja: repletos de crises!

Mas se estivermos já esperando pelo acontecimento, temos como ter um pouco de calma e saber que “vai passar”.

As principais crises do primeiro ano são as seguintes:

– 5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

– 8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).

– 12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

– 19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.

– 26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

– 30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

– 37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mamá” e”papá” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

– 46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mamá” e “papá” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o “não” e instruções simples.

– 55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar – um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

– 64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.

– 75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.

 

Retirado daqui.

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

A Carol acabou de passar pela crise das 19 semanas e foi ENLOUQUECEDOR. Se eu não soubesse que era uma crise eu tinha surtado. Ela ficou muuuuuuuito enjoadinha. Chorava por tudo e por nada, era difícil de dar mamá, porque ela não parava quieta e seu sono ficou inexistente. Ela chorava tanto na hora de dormir que parecia que estávamos fazendo tatuagem no modo tradicional maori na menina. E depois do berra berra berra, ela só dormia abraçada comigo, andando de carro e acordava a cada 40 minutos. Dá para imaginar o nível de estresse, né?

Conseguimos contornar a balada da soneca adaptando a maternagem rsrs. Voltamos a Carolina para o nosso quarto… e não adiantou. Então passei a dormir na mesma cama que ela, abraçada, dando mamá. E assim a coisa fluiu. Faço a shantala, banho de balde, mamá deitadinha e abraçada. A crise passou e ela voltou a dormir. E agora que dorme comigo, ela dorme mais horas pois vai de 21h as 9h. Claro que ela mama umas 3 vezes nesse meio tempo aí, mas como estamos na mesma cama, eu nem sei te dizer quanto tempo dura e nem quantas vezes exatamente, pois ela resmunga, eu enfio o peito na boca, ela mama e continua dormindo.

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas a cama compartilhada é “daora” e resolveu meu problema de sono.  Óbvio que eventualmente eu tentarei voltá-la para o berço, mas dando uma olhada na sequência de crises que me espera nas próximas semanas, não tentarei mudar nada nesse esquema por enquanto, pois como diz minha madrinha “com bebê, em time que está ganhando não se mexe”! 

Não tenho problemas em dizer que mudei de idéia, estou a cada dia aprendendo uma coisa nova e essa pequenininha tem me ensinado um bocado!