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Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Eu não sei interagir muito fisicamente com as pessoas. Isso significa que por mais que eu goste de você tremendamente, não sou de ficar dando beijos ou abraços. Sou dessas que fica meio constrangida quando vai dar beijinhos de cumprimento ou abraços de feliz aniversário. Sabem aquela que vai dar o beijinho pela direita, quase dá com a testa no nariz da outra? Sou eu. Excesso de sem jeito pela falta de prática. 

Ter um filho mudou tudo de tantas maneiras possíveis e impossíveis, que essa minha característica não passaria incólume. Hoje, me vejo tentando criar minha filha de uma maneira mais aberta e “tátil”, se é que me faço entender aqui. Quero que ela abrace a vida e as pessoas sem medos ou constrangimentos. E desfrute dessa troca de energia sem grandes sobressaltos. Mas para que ela seja assim, ela precisa do exemplo, certo? Então lá vou eu quebrando minhas barreiras e tentando fazer diferente para ser o exemplo do que acho mais certo e saudável, emocionalmente falando.

Nós tentamos ensinar o que achamos correto e, no processo, acabamos aprendendo a beça. Evoluindo.

Se vocês virem por aí alguém trombando com o nariz na bochecha do coleguinha enquanto tenta cumprimentar com dois beijinhos, podem ter certeza que sou eu. Um dia, eu chego lá! 😉

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5 meses

Ontem, Carolina fez 5 meses. E como ela está agora?

  • Quando está de costas, vira de barriga para cima. E… começa a chorar porque não consegue desvirar. Aí a gente corre e desvira, ela vai e vira de novo. Porque o gostoso é se manter em movimento, não?
  • Passa tranquilamente um brinquedo de uma mão para a outra, sacode, bota na boca.
  • Recusa-se a dormir. O mundo é muito interessante para perder tempo dormindo.
  • Adora enfiar a mão no rosto da mamãe ou de quem pegá-la no colo. Quer tatear olhos, narizes, bocas…
  • E roubar óculos. Claro.
  • Quando colocada sentada com apoio, fica um tempinho.
  • Está quase careca, parecendo um padre franciscano.
  • Adora outros bebês e tenta de todos os modos pegar.
  • Quando está chorando e brava, a galinha pintadinha hipnotiza e ajuda a mamãe e o papai a dirigirem até em casa.
  • Se colocada de pé, apoia o peso nas perninhas gorduchas.

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  • Continua fofa e linda demais!

 

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Dormindo com os anjos, ou pelo menos tentando

E quando tudo parecia que ia bem, Carol dormindo a noite toda, ritualzinho do sono e blablablá… chegou a crise dos 4 meses e me ferrou o esquema todo.

Uma vez eu vi uma mãe, não lembro qual, dizendo que a gente ia adaptando nossa “maternagem” ao desenvolvimento do filho. E, olha, é isso mesmo. Eu percebi nitidamente como a Carolina era um bebê até os 3 meses e se tornou outro completamente diferente depois que completou 4 meses.

Até os 3 meses, ela dormia suas sonequinhas com mais facilidade, em qualquer lugar, mamava sem se distrair. Estava totalmente voltada para mim. Hoje, ela está mega atenta a qualquer estímulo. Ao mesmo tempo que é uma delícia pois está bem mais interativa, risonha e brincalhona…está mais difícil fazer pegar no sono, concentrar para mamar…

E quanto às crises… vocês já ouviram falar sobre elas? É o seguinte: toda vez que o bebê está para adquirir uma nova habilidade, ele fica agitado, ansioso, dorme mal (pois a pratica até dormindo) e fica mais carente da mamãe, pois está angustiado pelas mudanças que está passando. Assim que domina a habilidade, essa angústia acaba e o bebê volta ao seu ritmo normal. A pegadinha aqui é que o primeiro ano do bebê é repleto de aquisições enoooormes, ou seja: repletos de crises!

Mas se estivermos já esperando pelo acontecimento, temos como ter um pouco de calma e saber que “vai passar”.

As principais crises do primeiro ano são as seguintes:

– 5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

– 8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).

– 12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

– 19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.

– 26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

– 30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

– 37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mamá” e”papá” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

– 46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mamá” e “papá” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o “não” e instruções simples.

– 55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar – um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

– 64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.

– 75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.

 

Retirado daqui.

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

abraçadinha eu deixo a mamãe dormir

A Carol acabou de passar pela crise das 19 semanas e foi ENLOUQUECEDOR. Se eu não soubesse que era uma crise eu tinha surtado. Ela ficou muuuuuuuito enjoadinha. Chorava por tudo e por nada, era difícil de dar mamá, porque ela não parava quieta e seu sono ficou inexistente. Ela chorava tanto na hora de dormir que parecia que estávamos fazendo tatuagem no modo tradicional maori na menina. E depois do berra berra berra, ela só dormia abraçada comigo, andando de carro e acordava a cada 40 minutos. Dá para imaginar o nível de estresse, né?

Conseguimos contornar a balada da soneca adaptando a maternagem rsrs. Voltamos a Carolina para o nosso quarto… e não adiantou. Então passei a dormir na mesma cama que ela, abraçada, dando mamá. E assim a coisa fluiu. Faço a shantala, banho de balde, mamá deitadinha e abraçada. A crise passou e ela voltou a dormir. E agora que dorme comigo, ela dorme mais horas pois vai de 21h as 9h. Claro que ela mama umas 3 vezes nesse meio tempo aí, mas como estamos na mesma cama, eu nem sei te dizer quanto tempo dura e nem quantas vezes exatamente, pois ela resmunga, eu enfio o peito na boca, ela mama e continua dormindo.

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas a cama compartilhada é “daora” e resolveu meu problema de sono.  Óbvio que eventualmente eu tentarei voltá-la para o berço, mas dando uma olhada na sequência de crises que me espera nas próximas semanas, não tentarei mudar nada nesse esquema por enquanto, pois como diz minha madrinha “com bebê, em time que está ganhando não se mexe”! 

Não tenho problemas em dizer que mudei de idéia, estou a cada dia aprendendo uma coisa nova e essa pequenininha tem me ensinado um bocado!

 

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Pão de queijo sem queijo… uma delícia!

Como já contei anteriormente, a Carolina tem APLV e eu resolvi não desmamá-la. Assim, estou seguindo uma dieta bem restritiva sem leite, derivados ou qualquer coisa que possa conter traços de leite. Eu, que já não sou muito hábil entre as panelas, estou enfrentando uma dificuldade grande em conseguir fazer coisinhas gostosas e liberadas para mim e para o marido (que foi forçado a seguir a dieta também, em solidariedade).

A culinária vegana se tornou minha melhor amiga, já que não se utiliza de nada de origem animal, e eu passei a frequentar um restaurante bem gostosinho aqui de Jundiaí, chamado Casa Sândalo. E passei também a procurar receitas em sites veganos.

Uma que me chamou bastante atenção foi o pãozinho de queijo SEM QUEIJO. Isso mesmo! Na verdade, é um pão de mandioquinha (ou batata baroa, no Rio de Janeiro) mas que fica uma delícia e bem parecido mesmo com o pãozinho de queijo.

Pãozinho de queijo SEM QUEIJO. E esses daí foram eu mesma que fiz!

Pãozinho de queijo SEM QUEIJO. E esses daí foram eu mesma que fiz!

Ingredientes

mandioquinhas (batatas-baroas) pequenas (364g)
3 1/2 xícaras de água fervente (700ml)
1 1/4 de xícara de polvilho doce
1/2 xícara de polvilho azedo
1 colher (sopa) rasa de sal marinho
3 colheres (sopa) de azeite de oliva

Preparo

Descasque e pique as mandioquinhas. Coloque-as em uma panela média (atenção, pois quanto maior a panela, mais rápido a água secará), junte a água fervente e cozinhe por 15 minutos com a tampa semiaberta. Deixe a mandioquinha esfriar um pouco e coloque-a em uma vasilha. Amasse-a com as mãos e acrescente o restante dos ingredientes (a mandioquinha deve estar morna). Misture bem e vá adicionando a água do cozimento aos poucos, trabalhando a massa até que não grude mais nos dedos. Modele bolinhas de tamanho médio e coloque-as em uma assadeira untada com óleo. Leve ao forno alto (230°C), preaquecido, e asse por cerca de 40 minutos. Sirva quente.

Dica – Se desejar que a massa fique mais durinha, acrescente um pouco mais de polvilho doce.

Rendimento: 15 pãezinhos

Eu segui a receita certinho e a única coisa é que realmente precisei colocar mais polvilho doce para acertar o ponto e não utilizei toda a água do cozimento, apenas o suficiente para a massa desgrudar dos dedos.

Até o tempo foi exatamente esse: 40 minutos no forno máximo. Os pães ficaram dourados e crocantes por fora e com aquela textura úmida por dentro. Delicinha!

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De Malas Prontas Para a Viagem Mais Psicodélica da Sua Vida

Minha irmã, que está na contagem regressiva para a chegada da minha sobrinha (eba!), me pediu que eu falasse um pouco sobre o que levar para a maternidade, o que funcionou e o que eu senti falta e tal.

No curso que fiz na maternidade São Luiz antes da Carolina nascer, eles nos deram uma listinha com o que deveríamos levar e eu segui o que estava ali, mas confesso que no fim não achei que foi 100% não. Se fosse fazer novamente uma mala para mim e para o bebê faria diferente.

Então aí vai a minha listinha atualizada com o meu toque pessoal:

Mala do bebê: 

  • 8 bodies de manga comprida mas de tecido fininho, sendo 4 tamanho RN e 4 tamanho P  porque não se sabe exatamente de que tamanho o bebê vai nascer, por mais que você tenha o peso estimado da ultra ele é uma ESTIMATIVA, logo não dá para jurar pela bandeira que vai ser aquilo ali. A Carol nasceu bem miudinha, assim ela usou os RN e mesmo assim eles ficaram sobrando na coitadinha.
  • 8 calças compridas de algodão ou malha com pezinho, sendo 4 RN e 4 P
  • 1 cueiro de algodão Bom para enrolar o bebezinho. Voce aproveita e já pede a enfermeira para te ensinar a fazer o pacotinho. Elas são ótimas nisso e isso te ajudará imensamente a fazer o bebê dormir nos 3 primeiros meses;
  • 1 xale de linha
  • 8 macacões com abotoamento frontal, sendo 4 RN e 4 P, no meu caso era inverno e os macacoes eram de fleece e plush, que são mais quentinhos. Caso seja verão, leve macacões de algodão ou malha;
  • 4 fraldinhas de boca
  • Pente e escova de bebê
  • Tesourinha de unha e trim
  • 3 toalhas fralda
Tão pequenininha que roupa RN era grande para mim

Tão pequenininha que roupa RN era grande para mim

Caso você vá usar fraldas de pano, é bom levar também. Algumas maternidades fornecem fraldas descartáveis, outras pedem que seja levado, entao caso pretenda usar fraldas descartáveis deve se informar sobre a necessidade ou não de levá-las.

É bom a gente lembrar que estaremos naquela emoção toda do parto, seja ele natural ou cesáreo, e não teremos cabeça para mais nada. Homens, em geral, não tem muito senso estético para combinação de roupas. Assim, a menos que você tenha se casado com o David Beckham, é melhor você separar os joguinhos de roupas em saquinhos de acordo com a combinação que você pretende que o bebê esteja vestido. Ou você poderá ser surpreendida por um bebê de calça amarela, body azul marinho e macacão rosa fluor.

Vi algumas mulheres que separavam em saquinhos de filó. Eu achei isso meio bobagem e o que fiz foi comprar aqueles saquinhos com ziplock para congelar comida, sabem? Comprei do maior e separei os joguinhos de roupa com 1 calça, 1 body e 1 macacão em cada saquinho e escrevi com caneta pilot: 1 troca RN, 1 troca P, 2 troca RN, etc. Em outro saquinho coloquei trim, tesourinha, escova de cabelo e pente. Expliquei tudo ao Eduardo e assim quando a enfermeira pediu os produtos de higiene e a 1 troca de roupas, ele só procurou pela etiqueta. 😉

Toda linda com o conjuntinho que mamãe tinha separado 1 mês antes :-P

Toda linda com o conjuntinho que mamãe tinha separado 1 mês antes 😛

Mala da Mamãe:

  • 3 Calças de algodão, moletom ou lycra; eu levei pijamas mas não gostei porque recebi varias visitas e eu lá de pijamão…e o pior nem é isso. O pior é que eu não conseguia dormir, então eu ficava rodando pelo hospital olhando “as modas do berçário” de pijama! Teria me sentido mais a vontade com uma calça folgadinha e confortável mas não necessariamente roupa de dormir.
  • 3 blusas de algodão folgadinhas, pelo mesmo motivo explicado acima. E nem precisa ser de botão, viu. É bem prático levantar um pouquinho e dar de mamar. Só precisa ser folgadinha.
  • 2 soutiens para amamentação
  • Conchas para seios, ajuda a não empedrar o seio caso o leite desça logo
  • Calcinhas de cintura alta e bem ajustadas, pois depois do parto a nossa barriga fica meio geleiosa, assim uma calcinha alta e firme te dá uma sustentação melhor
  • Produtos de higiene pessoal, eu não precisei levar toalha nem shampoo, sabonete, condicionador ou absorvente. O hospital dava esses ítens. Mas caso seu hospital não forneça, melhor ter na bolsa.
  • Absorvente para seios: eu não usei pois nunca vazei tanto assim, mas ouvi várias mulheres dizendo que foi útil, então melhor levar.
  • Roupa para sair da maternidade eu levei um vestido de mangas compridas pois estava frio. Leve algo mais arrumadinho mas que não dê muito trabalho para vestir. Evite vestidos, pois são mais difíceis de amamentar, a não ser que tenha botões na frente ou seja trespassado e dê para afastar e expor o seio;
  • Chinelos para dar suas peruadas pelos corredores do hospital
  • Sapatinho para ir embora mais arrumadinho mas que não dê muito trabalho para calçar. Eu levei sapatilhas.
  • Batonzinho é bom também, para quando as visitas vierem e você quiser sair mais bonitinha nas fotos
  • Elástico de cabelo porque amamentar com o cabelo solto, principalmente no início, é uó.

Documentos:

  • RG e CPF da paciente e do acompanhante (pode ser a carteira de habilitação);
  • Solicitação de internação (fornecida pelo seu médico)
  • Cartão pré-natal
  • Exames realizados durante a gestação (pelo menos o primeiro USG e o último e o exame de sangue mais completo que tiver)
  • Certidão de Casamento (caso seja casada)
  • Plano de parto
Primeira foto da Carolina. Na época em que não dava trabalho para dormir rs

Primeira foto da Carolina. Na época em que não dava trabalho para dormir rs

Quando estiver já na contagem regressiva para a chegada do bebê, recomendo deixar a sua mala e a do bebê já na mala do carro, assim como a cadeirinha do bebê (bebê conforto). Deixe também os documentos separados em uma pastinha em um lugar de fácil acesso para que você não esqueça na hora da alegria de querer sair correndo para a maternidade. Eu, que não sou ansiosa nem nada, deixei tudo na mala do carro desde a 36 semana.

Leve também câmera fotográfica! Você vai querer guardar todos os momentos possíveis na memória e nas fotos. Eu fiquei tal qual uma alucinada fotografando a menina a noite toda, enquanto Eduardo dormia no sofá-cama de boca aberta e tudo.

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O sonho dourado da maternidade e o estouro da bolha de sabão

Antes de termos filhos nós simplesmente não conseguimos entender, perceber, imaginar (insira mais uma dúzia de verbos aqui e ainda não vai rolar) como a nossa vida muda quando o filho chega.

Claro que temos uma idéia vaga de que dormiremos menos e ficaremos mais cansados cuidando do bebê, de que trocaremos fraldas e daremos mamá dia e noite e talvez a gente até consiga imaginar que trabalhar com todo esse furacão passando em nossa vida familiar seja mais difícil. Mas tudo isso são idéias realmente muito vagas e fugazes que passam tão rápido quanto o dinheiro saindo da sua conta, enquanto você escolhe os mimos do seu futuro herdeiro.

Na nossa cabecinha de grávida saltitante e feliz, a maternidade tem cheirinho de comercial de shampoo de bebê e tudo é cor de rosa. Nosso filho usando lindas roupinhas e dormindo como um anjinho, despertará uma ou duas vezes à noite com um chorinho tão fofo que ficaremos na dúvida se amamentamos ou choramos de emoção.

O problema é que esta bolha estoura bem rapidinho. E no meio da nossa cara.

Outro dia estava precisando arrumar meu armário e para conseguir realizar tão prosaica tarefa precisei armar uma estratégia de guerra. Deitei o bebê na minha cama, cercado de almofadas (vai que resolve rolar!), coloquei a galinha pintadinha no computador em frente a ela e comecei os trabalhos. A cada 2/3 min ela enjoava da galinha e dava uma ranhetada me olhando. Eu parava o que estava fazendo, cantava e dançava junto com a galinha por uns 30 segundos, ela distraía com a galinha de novo… e assim fomos até que ela golfou no 18˚babador do dia, logo depois de fazer um xixi e aquele cocô ninja. Aqueeeeele cocô que vai até a nuca e volta até o umbigo, sabem? Pois bem, esse mesmo.

Tem coisas que eu simplesmente desisto de fazer, devo confessar. Porque por mais despachada que eu seja, por mais prático que seja o sling ou o carrinho, dá um trampo preparar a mala da cria com opções de roupas para caso esfrie/esquente/neve/caia granizo ou ela vomite/cague/mije/regurgite/babe na roupa que está usando e mais meia dúzia de brinquedinhos para os momentos de tédio e 2 ou 3 fraldinhas para a baba/vomito/suor. E claro que nunca sabemos se eles vão resolver fazer cocô bem na hora de sair ou estar de bom humor durante o processo.

E fora que eu não sei vocês, mas eu tinha uma ilusão de que durante o dia era só botar o bebê no berço com meia dúzia de brinquedinhos que ele ficaria lá com seu auto-fun ligado, divertindo-se sozinho por 1 ou 2h enquanto eu faria minhas atividades normais de leitura, assistiria meu seriado, faria uma arrumação etc etc etc. O que eu diria para minha “eu” de 5 meses atrás se eu soubesse o que sei hoje? Bom, eu diria:

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Queridões, se o seu bebê não está DORMINDO, você pode esquecer a idéia selvagem e louca de conseguir fazer qualquer coisa que exija sua atenção integral por mais do que 5 minutos. E quando ele estiver adormecido, você só vai querer dormir também, a não ser que você seja uma descompensada como eu e resolva criar um blog sobre a maternidade. Nesse caso você vai sacrificar preciosos minutos de sono para escrever um pouco.

Quem leu até aqui está se perguntando se eu me arrependi de ser mãe. NUNCA, JAMAIS EM TEMPO ALGUM. É simplesmente inexplicável o amor que sentimos por esses bichinhos indefesos. É louco demais olhar as conquistas pequenas deles no dia a dia e pensar que VOCÊ FEZ aquele mini-ser humano.

Recomendo a maternidade/paternidade. Muito. Mas recomendo também que você seja flexível a “pequena” mudança que ela vai trazer à sua vida. Coisinha pequena mesmo, sabem? Tipo um furacão Katrina.

Sou trabalhosa mas sou fofinha. Você não vai dormir nunca mais mas vai me amar de um jeito inexplicável.

Sou trabalhosa mas sou fofinha. Você não vai dormir nunca mais mas vai me amar de um jeito inexplicável.

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Um charme de fraldinha

Apesar de todo cuidado que eu tenho com o bumbum da minha filha, percebi que às vezes ele fica vermelhinho. E olhem que eu troco a fralda com frequência e eeeeeencho de creme para assaduras… Eu e meu marido dizemos que é o “protocolo fantasma” pois deixamos a pele branca de tanto creme.

Não chega a ser assadura, é mais como se a pele precisasse respirar.

Pensando nisso, resolvi comprar uma fralda ecológica para a Carol. A fralda ecológica é uma fralda de material impermeável e que dentro colocamos um “recheio” de pano absorvente. Seria o equivalente às antigas fraldas plásticas, mas o diferencial é que como esse recheio não vai dentro de um bolso da fralda impermeável como antigamente, mas sim dentro de uma bolsinha que se coloca entre a pele do bebê e a fralda ecológica, ela não se suja toda vez que o bebê faz xixi.

Experimentei e aprovei. A Carol também, pois ficou tão a vontade, tão a vontade…que o primeiro xixi ela fez com menos de 5 minutos de fralda! Rsrs

Além de ser bacana pela questão de deixar a pele respirar e tal, elas são muito lindas! Tem cada estampa fofíssima de fazer babar. Eu comprei a minha com minha professora de Yoga, a Thiana.

Para usar todos os dias no lugar da fralda descartável, devo confessar que eu não tenho disciplina suficiente, mas acho uma excelente opção para uso eventual. Deêm uma olhada e me digam se não é o bumbum mais fofo do Brasil. 😉

Pagando de gatinha por aí

Pagando de gatinha por aí