Slingando pela estrada afora

Antes de ficar grávida, eu vi minha prima Beatriz com o Téo (meu afilhado) em um sling de argolas e fiquei nervosíssima. Meu Deus, será que esse menino está bem acomodado? Seguro? Não vai cair mesmo não? Nem sufocar?
Era tudo fruto de desinformação, minha gente! Quando fiquei grávida, virei uma exímia pesquisadora e comecei a estudar tudo que se relacionava a crianças, educação, criação… e comecei a desenvolver na minha cabeça a idéia de como seria a maternagem que eu pretendia exercer.
Nessas pesquisas, li muito sobre o sling e como ele era a maneira mais fisiológica de carregar o bebê, como ele acalmava o recém nascido por deixá-lo num contato íntimo com a mãe. Ainda na gravidez, ganhei um lindíssimo sling de argolas da minha amiga Nena e já me visualizava usando-o com a Carolina.
Quando a Carolina nasceu, tentei por algumas vezes (sem nenhum sucesso) colocá-la bem acomodada no sling. Ela chorava, ficava torta, parecia que ia cair…e olhem que eu assisti inúmeros vídeos do youtube explicando o passo a passo. Quando ela tinha 1 mês, eu decidi que ia em algum evento de slingada para aprender. Assim, em um final de semana, nos despencamos de Jundiaí para São Paulo até a Casa da Borboleta.
Foi a melhor coisa que fizemos! Em 10 minutinhos de consultoria gratuita, aprendemos a usar o sling de argolas e experimentamos outros modelos (como o Wrap). Eu acabei achando o Wrap mais fácil de usar com recém-nascidos que ainda não tem controle da cabeça, pois ele dá mais apoio ao pescocinho.
Comecei a usar bastante o sling e com isso conseguia fazer as tarefas da casa e qualquer coisa que eu precisasse pois a Carolina dormia no sling que era uma beleza!
Quando ela foi chegando perto dos 3 meses, ela começou a se incomodar horrores e não me deixava mais colocá-la no sling. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo até que me atentei para um fato óbvio: ela tinha cerscido! Aquela posição com os pezinhos para dentro do sling não era mais interessante para ela, que agora já sustentava a cabeça e queria ser mais “participativa” com o ambiente. Tentei colocá-la então na posição com os pezinhos para fora e…voilà! Bebê e mamãe felizes novamente no sling. E, agora, o sling de argolas se tornou meu melhor aliado, pois ele para bebês maiores (que sustentam a cabeça) ele é mais prático de colocar. Você pode deixar o pano já pré-ajustado com o tamanho do seu ombro e só fazer os ajustes “finos” na hora de usar.

Algumas coisas que aprendi sobre o uso dos slings e acho bacana compartilhar com vocês:

1. Slings são mais seguros e fisiológicos que carregadores estilo canguru
Nos slings (quando usados apropriadamente) o bebê mantem a curvatura das costas e fica apoiado pelo bumbum e não pelos genitais. Em alguns carregadores, o bebê fica com o peso apoiado nos genitais e as pernas penduradas e muito verticais. Isso é prejudicial para o desenvolvimento apropriado do quadril.

2. Wrap Slings são ótimos para recém nascidos
Eles tem um carão de coisa complicada, mas na verdade uma vez que você aprende a usar eles são mais fáceis. Principalmente para bebezinhos menores que ainda não sustentam a cabeça. Eles ficam extremamente aconchegados e costumam até dormir! Eu fazia compras no mercado com a Carol adormecida no Wrap.

Carolina com 1 mês, dentro do casulinho

Carolina com 1 mês, dentro do casulinho

3. Slings de argola são mais práticos para bebês maiores
Wraps são sensacionais para recém nascidos, mas esquentam um bocado e você perde um tempinho fazendo toda a amarração antes de por o bebê. O sling de argola você pode deixar “Pré montado”, com mais ou menos a sua altura de ombro e só fazer os ajustes menores na hora de colocar o bebê. Acaba sendo mil vezes mais prático para bebês que já sustentam a cabeça.

toda espertinha, aos 3 meses e meio, no sling de argolas

toda espertinha, aos 3 meses e meio, no sling de argolas

4. a posição fisiológica é a que respeita a postura do bebê
O bebê tem que estar bem acomodado. Em qualquer sling, o ideal é que a curvatura da coluna seja mantida e as perninhas estejam em posição de sapinho. O que significa isso? Significa que você não deve esticar as pernas do bebê e deixá-las penduradas. Elas devem ficar com joelhinho dobrado e na altura do quadril, como se estivesse agachadinho.

5. Não deve-se colocar o bebê de frente
tem muita gente que coloca o bebê de frente, acreditando que vai satisfazer a curiosidade do pequeno. Mas isso não deve ser feito! Primeiro, porque o bebê não vai ficar em uma posição fisiológica, já que suas costas arquearão para trás. Segundo, porque é muito estímulo para o bebê! Na posição peito a peito (bebê virado para a mãe), ele pode olhar para os lados, de modo a satisfazer a sua curiosidade, mas quando se cansa, ele se aconchega no seio materno e descansa. Na posição de frente, ele não tem como fugir do excesso de estímulos e pode acabar estressado.

6. Tem que ser seguro
Tem muita gente fazendo sling sem experiência no assunto. O povo usa panos inadequados, improvisa camisetas, usa argolas que não servem para aguentar peso, não fazem costuras reforçadas…fazem barbaridades! Sling é ótimo, mas tem que ser seguro. Isso implica em pagar um pouco mais caro mas comprar de marcas conhecidas. Os meus são da Sampa Sling. Comprei pelo site deles que é maravilhoso! Tem outras pessoas fazendo bons trabalhos, mas procure se informar antes sobre a qualidade. Principalmente se você pretende comprar um de argolas, veja de que são feitas as argolas.
ARGOLAS CONTRA-INDICADAS: de madeira, acrílico, de ferro niquelado, cromado ou zincado, e plástico.
ARGOLAS COM INDICAÇÃO RESTRITA: de aço inox com emendas; ou achatadas, ainda que inteiriças.
ARGOLAS ALTAMENTE RECOMENDADAS: De nylon, nacionais ou importadas; de aço inox sem soldas ou emendas (cilíndricas); de alumínio importadas.

7. Aprenda a usar com quem sabe!
Procure um lugar que tenha slingada ou vá em uma consultoria. Lá na Sampa sling elas são umas fofas e dão consultoria gratuita se você levar seu sling. Eu vi uma frase em um vídeo que achei interessantíssima: “Não tem bebês que não se adaptam ao sling. Tem pais que não se adaptam”. E, pelo menos no meu caso, era verdade! Eu que não estava sabendo usar, por insegurança e desconhecimento mesmo. Assim que aprendi como era…a Carolina se adaptou super bem!

Bom passeio pra vocês!

OBS: esse NÃO é um post patrocinado, é apenas a minha experiência de mãe.

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