Riponga, não. Mãe zeloza, por favor!

Minha vida toda, principalmente depois da faculdade de medicina, eu fui adepta da alopatia, dos tratamentos tradicionais e da medicalização de tudo. Não tinha dúvidas de que teria cesárea e de que trataria meu filho(a) com medicina tradicionalíssima.

Minha especialidade é a medicina nuclear, que envolve a realização de exames e eu sempre fiz exames em crianças. Claro que tinha pena dos bebezinhos tão pequenininhos estarem ali fazendo exames com radiotraçadores, mas não questionava a necessidade disso e não conseguia ter uma empatia tão grande pelos pais e mães desesperados. Entendam-me, aquilo era meu dia a dia. Era normalíssimo pra mim! E o desespero dos pais não cabia na minha cabeça porque…oras! Era um simples exame.

Mas nada que envolve a saúde de um filho, é simples, meus queridos. 

Eu achava uma babaquice quando via pessoas dizendo que ser mãe tinha mudado a sua perspectiva das coisas e que não dava para explicar como era essa mudança pois só passando para saber.

Mas querem saber…É verdade! Hoje eu digo a vocês que o ideal seria que todo mundo que lidasse com crianças fossem mães e pais. Porque só assim você entende.

Minha bebê teve icterícia e tivemos que ir ao hospital quando ela tinha 4 dias de nascida para colher sangue. Furar um bebezinho de 2,5kg! Ela só deu um suspiro quando foi furada. Já eu  estava em lágrimas segurando o corpinho dela.

Engravidar faz uma bagunça na cabeça da gente e muita coisa mudou na minha vida e na minha cabeça.

Depois da horrível experiência com minha bebê colhendo sangue, ela começou a ter as malditas cólicas e refluxo. O médico passou a bromoprida (digesan), ela teve efeitos colaterais e as cólicas pioraram horrores, a ponto dela gritar de 16h até as 6h da manhã.

Nesse momento, eu decidi não dar mais esse remédio para minha filha e mergulhar no mundo que eu nunca tinha levado muita fé e sempre tinha resistido: as terapias alternativas e naturais. Tudo o que eu queria era conseguir aliviar o sofrimento da minha bebê sem precisar usar remédios com efeitos colaterais. 

Cheguei então a um lugar que não imaginava existir em Jundiaí: Espaço Materno Jundiaí. Um lugar bacana onde existe um encontro de mães, baby Yoga, curso de shantala e muito mais.

Fizemos o curso de Shantala na semana passada, que é uma massagem tradicional indiana que foi trazida para o ocidente pelo Leboyer. Normalmente as mães indianas fazem essa massagem em seus bebês e ela aumenta o vínculo mãe-bebê, além de acalmar o bebê, aumentar sua imunidade e aumentar sua auto-confiança.

Logo depois, a professora nos ensinou o “ofurô de bebês”, que nada mais é que o banho de balde. É preciso aprender como fazer porque nossa pequenininha ainda não sustenta a cabeça, então tem uma técnica para colocá-la lá.

Carolina curtindo seu Spa

Carolina curtindo seu Spa

Outra coisa que aprendemos foi que os bebês que são carregados no sling (carregadores de pano tradicionais na Ásia e África) são mais calmos e dormem melhor. Corremos atrás então de aprender a usar o sling. A Carol amou! Adaptou-se superbem e foi maravilhoso para ela e para mim. Eu finalmente consegui deixar minhas coisas em dia! Passei a estender roupa, recolher roupa, lavar louça, arrumar a casa, telefonar, pentear cabelo e…preciso confessar…ir ao banheiro. Não me julguem se não tem bebês pequenos em casa, please.
Papai mostrando que ele também sabe slingar

Papai mostrando que ele também sabe slingar


E preciso dizer a vocês que deu resultado. Passei a slingar com Carol e a fazer religiosamente sua shantala e seu banhozinho de balde todos os dias. No primeiro dia, ela (que tinha dormido NO MAXIMO 4h seguidas) dormiu impressionantes SETE HORAS!

Fiquei tão chocada que ia de hora em hora no quarto ver se estava respirando.

Fiquei animadíssima e pretendo começar a tratar o refluxo dela com osteopatia e homeopatia e devo começar o baby Yoga e o encontro de mães na semana que vem. 

Em breve, mando notícias do front!

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7 comentários sobre “Riponga, não. Mãe zeloza, por favor!

  1. Marcelle, sou amiga da Ivy e, apesar de não ter expectativas de engravidar ainda, me divirto muito com o seu blog! É ótimo, uma bela distração e muito informativo também! Seu post de hoje dá muito alegria de ver como um filho pode abrir os caminhos para novas possibilidades de comportamento que são, cotidianamente, uma cura. Muita Luz e alegrias com a filhota e a família 🙂
    Beijos, Nathalia.

  2. Fico feliz de presenciar sua evolução. Ser mãe é uma experiência impar. Não existe nenhuma igual a outra…Ela nos ensina, inclusive, a respeitar o desespero alheio e pensar: “o que eu faria no lugar dessa pessoa?”…Percebemos que invariavelmente fazemos pior ! Beijos minha predi!!!!

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