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Chupeta pra que te quero

Antes mesmo do bebê nascer tem aqueles temas que você meio que já tem uma opinião formada sobre e já discute com seu marido/companheiro sobre. Um deles é a chupeta.
Eu não pretendo dar chupeta. Desde a faculdade sempre estudei os malefícios da chupeta. E eles vão desde má formação da região orofacial da criança, má oclusão dentária até o desmame precoce.
Aí as pessoas dizem: Mas, gente, hoje tem chupeta anatômica!
Até tem, mas li já alguns estudos que demonstram que ela minimiza mas não elimina essas consequências que citei.
Os palpiteiros terroristas (como apelidou a enfermeira do curso de gestantes) insistem em dizer que o bebê vai chorar tanto que eu NÃO VOU AGUENTAR e tascar-lhe uma chupeta para ser um cala boca.
Não tenho como afirmar o que vai acontecer depois que a Carolina nascer, mas realmente pretendo que ela não chupe chupeta.
Não sou daquelas que acha que o mundo tem que seguir minhas doutrinas e crenças, ou seja, não sou da polícia das chupetas que fica monitorando e pentelhando cada pai ou mãe que dá chupeta para seu filho. Mas eu exijo o mesmo respeito.
Cada um no seu quadrado!

E para quem se interessar, alguns artigos sobre os efeitos da chupeta no desenvolvimento da criança:
http://www.scielo.br/pdf/dpress/v11n6/a11v11n6.pdf
http://www.scielo.br/pdf/jped/v79n4/v79n4a08.pdf

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Quer parir como?

Em algum momento da sua gravidez essa pergunta vai surgir: e aí? Parto normal ou cesárea?
E é nesta hora que as paixões inflamam, ânimos ficam acirrados e você vê gente gritando e bradando dos dois lados que você que tem que isso ou aquilo.
Confesso que minha vida inteira tive medo de parto normal. Apesar de uma das minhas avós ter parido 10 normalíssimamente e a outra ter parido 6 em casa, acho que só uma das minhas tias teve normal. Eu, minha irmã e a maioria da primaiada viu a luz depois de sair por um cortinho na barriga da mamãe.
No começo da gravidez, eu não tinha dúvidas: cesárea!
Por que? Por muitos motivos. O primeiro deles é porque sou cagona. Morro de medo de sentir dor. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi uma menina mais velha que eu arrancar um dente de leite molar e ter saído sangue. Aquilo me impressionou tanto que eu fiquei sem dormir aquela noite e prometi pra mim mesma que morreria com os molares de leite, pois nunca ia conseguir passar por aquilo. Claro que depois eles caíram mesmo contra minha vontade e tudo bem. Para arrancar os 4 sisos eu fiz sedação consciente porque NO WAY eu ia encarar aquilo sóbria. Daí vocês sentem meu nível de cagonice.
O segundo motivo? Faculdade de medicina. Isso mesmo. Faculdade de medicina te põe um nível de terror em assuntos de saúde que se eu contar vocês não acreditam. Mas eu simplesmente estudei umas trocentas maneiras que as coisas podem dar errado durante um parto normal.
O terceiro porque queria ter bebê em um hospital que eu confiasse e isso era em São Paulo. Quando engravidei morava em Campinas então temia não chegar a tempo no hospital.
Mas a minha cabeça foi mudando.
Parece um tremendo clichê dizer isso, mas quando você engravida tudo muda. E eu queria muito passar para meu bebê tudo de melhor, mais natural possível. E comecei mudando radicalmente minha alimentação. Eu que só tomava coca zero ao invés de água, passei a tomar 2l de água e sucos naturais (não de caixinha ou pozinho), passei a comer saladas e sopas que eu mesma preparava, sem caldo Knorr, só com salzinho e temperinho de verdade. E a coisa chegou no parto.
Poxa, porque cortar tantas camadas minhas e tirar meu bebê de lá se eu podia esperar ela dizer que queria sair e passar pelo canal que foi feito especialmente para isso, respirando melhor e eu me recuperando logo depois?
A idéia foi entrando devagar e eu tentei conversar com meu médico. Ele já me cortou ali: você está muito velha para parto normal (eu e meus caquéticos 33 anos), você está muito gorda para parto normal, só faço parto normal se o bebê tiver menos de 3,5kg, e eu sempre faço episiotomia e forceps de alívio e além disso a recuperação do parto normal e da cesárea é a mesma. Nessa hora ele me perdeu. Porque o cara querer falar para uma COLEGA DE PROFISSÃO que a recuperação é a mesma…bitch, please!
Comecei então uma peregrinação por obstetras que fizessem parto normal pelo convênio. E aí descobri a triste realidade de que para ter parto normal (vaginal) ou natural (sem anestesia ou intervenção alguma) você tem que PAGAR. E não é barato. É na faixa de 7000 reais. Porque ninguém mais quer atender pelo convênio sem hora, não…
Estava me conformando a fazer cesárea, quando achei a Dra Amira. Já com 30 semanas de gravidez. Após ler alguns relatos de parto normal com ela, lá fui eu começar tudo de novo. Mas ela me passou esperança e confiança. As pessoas que são a favor da cesárea acham um absurdo eu ter trocado de médico só por causa disso. As que são a favor de parto normal acham um absurdo eu não ter contratado uma equipe de Parto Humanizado porque com certeza essa médica “não é humanizada e vai me enganar”.
Mas tem horas que a gente tem que fazer ouvidos moucos e seguir nossa intuição, nosso coração. Se eu vou ter um parto normal ou não? Eu não sei. Eu espero que sim. Podem acontecer muitas coisas até lá. Mas o importante é que todas as decisões que tomei até aqui foram conscientes e o que eu quero de verdade é o melhor. Para mim e para Carolina.
Boa hora para nós!

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Preguiçosa ou atarefada?

Eu sou daquelas blogueiras de surto, sabem como é? Aquelas que acordam com bloguite aguda um dia e escrevem 50 posts e depois passam um tempão sumidas no limbo.
Mas como não é de justificativas que se faz um blog (e as minhas são bem furadas, confesso), vamos ao que interessa: as novidades.
Estou com 33 semanas de gravidez, o que é equivalente a ter entrado no 8 mês.
Nesse estágio, minha barriga já está enoooooorme e as coisinhas da Carol estão praticamente prontas. No quartinho só falta a prateleira com varão que eu estou tendo uma super dificuldade de encontrar. As roupinhas estão já compradas, só falta lavar. E as fraldas… O mar de fraldas já está lá no quartinho dela depois dos dois chás de bebes. Isso mesmo. DOIS chás de bebês porque Carol é um bebê interestadual, gente.
Mas o que ainda falta ficar pronto é a minha cabeça.
A cada dia, bate um medão maior. Medo do parto, medo da dor, medo de não estar tudo bem com o bebê, de eu não saber o que fazer com o bebê. Quem manda você “curtir” a gravidez, nunca ficou grávida, não é possível. Rs
Já decidi tentar parto normal, já tenho uma medica de confiança e um bom hospital. Estou no processo de me convencer de que eu sou sim resistente a dor, de que vai dar tudo certo, eu posso etc etc.
Agora é torcer pro transito paulistano me permitir chegar de Jundiaí ao Itaim a tempo pro parto. Rezemos todos para Nossa Senhora do Semáforo Verde!