O início

Nunca pensei em ser mãe.

Mentira. Claro que pensei. Quando criança, brincava de casinha e sempre tinha uns dois “filhinhos” para cuidar. Depois que cresci, ser mãe era uma idéia que aparecia de vez em quando e ia embora bem rápido.

Como eu ia trabalhar com radiação e ter um filho? Quem ia cuidar? Eu ia ter que parar de fumar e de beber. Ia ser pra vida toda. Sem devolução.

Isso tudo me assustava e fazia com que a idéia permanecesse bem quietinha e dormindo no fundo da cabeça.

Ano passado me casei e meu marido queria filhos. Não pra já…mas queria. Eu já batendo na temerária marca dos 32 quase 33. Sabia que era uma coisa que não dava para adiar muito mais.

E numa dessas de “tá tranquilo e talz”…minha menstruação atrasou. Atrasou um dia, dois, três. Aí bateu aquele medão misturado com ansiedade/alegria. Será?

Corri na farmácia e fiz o teste: dois tracinhos cor de rosa mudaram minha vida para sempre.

Dei a notícia pro marido e ele, como bom nerd e cientista, resolveu ter certeza com uma amostra de tamanho razoável. Fizemos mais três testes e em todos as linhas estavam lá. Sem deixar margens a dúvidas.

Isso aconteceu no longínquo mês de setembro.

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