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A estrela

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E a pessoinha responsável por esta mudança ainda não tinha sido oficialmente apresentada. Aí está ela: a srta Carolina. Ficou até com vergonha de ver tanta gente falando dela mesmo antes de nascer, aí escondeu o rosto. Eita, moça tímida, viu?

Escolher o nome dela foi toda uma saga. Primeiro, não sabíamos se era menino ou menina. Assim, tentamos escolher um nome de cada. Mas, gente, o marido é muuuuuuito chato com nome de homem.

Um era um conhecido chato que ele tinha, o outro era um inimigo de infância, e por aí vai. O único nome que ele achava minimamente aceitável, era o nome de um ex-namorado meu. Ninguém merece, né?

Dei graças a Deus quando descobrimos que era menina. Ele não tinha restrição a quase nenhum nome. Quem tinha era eu. Queria um que fosse fácil de escrever e de pronunciar pois não aguentava ter que soletrar meu nome toda vez que ia fazer um cadastro e não queria isso para minha filha.

Minha outra restrição era o significado. Meu marido veio dizendo que era besteira. Mas ele só diz isso porque o nome dele quer dizer “guerreiro valoroso”. Garanto que se o nome dele quisesse dizer “Marciano”(como o meu) ele ia se importar!

Achava Cecilia lindo, mas quer dizer cega! Ninguém merece. Virginia: virgem. Ai, tadinha!

Acabamos em Carolina. Fácil de escrever e pronunciar, quer dizer “mulher forte”.

E que venha com saúde e alegria a nossa Carol!

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A mexida

Uma das coisas que me angustiava era: quando eu ia sentir o bebê mexer? Por que estava demorando tanto? Via mulheres dizendo que com 15, 16 semanas já sentiam e eu lá…batendo na marca das 19 semanas e nada.

Será que era por ser gorda? Eu nunca ia sentir nada mesmo? Será que esses gases que eu sentia eram o bebê mexendo?

Com 20 semanas completinhas, a surpresa: um nó nas tripas.

Juro para vocês. Essa é a sensação: um nó nas tripas ou um soluço só da barriga.

E desde essa primeira vez que essa danadinha não para de rebolar aqui na barriga da mamãe.

 

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A demora

Já tive alguns blogs no decorrer da vida e quem sabe disso deve se perguntar: mas por que ela esperou taaaaaanto para começar a escrever sobre uma coisa tão importante? Ela já está com 23 semanas (vulgo 6 meses), caramba!

Demorei porque demorei. Porque uma coisa dessa magnitude demora para fazer sentido na nossa cabeça.

A gravidez não demora 9 meses só porque o bebê leva este tempo para ficar “prontinho”. A mãe também demora um bom tempo para estar “prontinha”.

Quando o positivo acerta sua cabeça, demora bastante até a gente entender as coisas.

Não me sentia grávida até 2 semanas atrás, para vocês terem idéia. Mas, pensem comigo: eu não tenho e nem nunca tive enjoos, estou chorona mas sempre fui assim, minha barriga não aparecia lá essas coisas por estar gordinha… ou seja, a gravidez só era real naqueles poucos minutos que duravam o ultrassom e eu via uma pessoinha dando tchau e rebolando dentro da minha barriga. Por mim, eu faria ultra diariamente! Só para ter certeza. Vai que eu e todos os médicos e exames até agora estavam loucos, né?

Além dessa teimosa incredulidade que me acompanhava até recentemente, também era assombrada pelo medo. Medo de tudo dar errado e eu perder o bebê depois de já ter contado pra Deus e todo mundo. Medo de ter algum problema comigo. Ou com o bebê. Ou com os dois. Conforme fui fazendo exame atrás de exame e todos eles foram me mostrando que estava tudo dentro do esperado, fui relaxando. Dizer a vocês que estou desencanada, seria mentira. Mas, gente, quando na vida eu fui desencanada com alguma coisa? Não é agora na gravidez que isso vai mudar, sejamos honestos.

E foi por isso que só agora, com uma barriguinha de respeito que eu resolvi começar a escrever sobre essa nova experiência.  Como já diz a sabedoria popular: antes tarde do que mais tarde.

 

 

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O início

Nunca pensei em ser mãe.

Mentira. Claro que pensei. Quando criança, brincava de casinha e sempre tinha uns dois “filhinhos” para cuidar. Depois que cresci, ser mãe era uma idéia que aparecia de vez em quando e ia embora bem rápido.

Como eu ia trabalhar com radiação e ter um filho? Quem ia cuidar? Eu ia ter que parar de fumar e de beber. Ia ser pra vida toda. Sem devolução.

Isso tudo me assustava e fazia com que a idéia permanecesse bem quietinha e dormindo no fundo da cabeça.

Ano passado me casei e meu marido queria filhos. Não pra já…mas queria. Eu já batendo na temerária marca dos 32 quase 33. Sabia que era uma coisa que não dava para adiar muito mais.

E numa dessas de “tá tranquilo e talz”…minha menstruação atrasou. Atrasou um dia, dois, três. Aí bateu aquele medão misturado com ansiedade/alegria. Será?

Corri na farmácia e fiz o teste: dois tracinhos cor de rosa mudaram minha vida para sempre.

Dei a notícia pro marido e ele, como bom nerd e cientista, resolveu ter certeza com uma amostra de tamanho razoável. Fizemos mais três testes e em todos as linhas estavam lá. Sem deixar margens a dúvidas.

Isso aconteceu no longínquo mês de setembro.