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18 meses… mamãe voltou!

Muitas mudanças nesses últimos tempos:

mudamos de cidade, idioma e até de país! Desde agosto que viemos morar na Alemanha. Nesse meio tempo, Carolina cresceu, fez seu primeiro corte de cabelo (levei no salão porque não tenho coragem de fazer besteira), está andando toda firmezinha e toda prosa (começou com 13 meses) e anda mais pândega do que nunca. Entende absolutamente TUDO que falamos com ela, aponta para mostrar as coisas, pede o que quer, faz o que pedimos 90% do tempo. Os outros 10% ela se faz de sonsa porque estamos pedindo algo que ela não está a fim.

Seu sono? Evoluiu, regrediu… seguiu bem os padrões das crises de desenvolvimento que eu descrevi aqui. Acabamos de passar pela dos 18 meses que foi tensa porque ela vinha num padrão bacaninha e aí regrediu a beça. Fui procurar as datas das prováveis mudanças e… batata! Eram os 18 meses. Durou umas 3 semanas, agora ela voltou nos eixos. Atualmente, tira uma soneca longa depois do almoço (2 horas) e depois só vai dormir por volta das 21:30/ 22h. Vai até as 6 da manhã, quando quer mamar e continua até as 8h. Para mim, isso está perfeito.

Mas ainda não dorme no seu quarto. Até pelo fato de aqui ser inverno, estar fazendo temperaturas negativas… nós ligamos o aquecedor e fechamos a porta, assim sendo prefiro que ela esteja conosco. E ela dorme melhor assim, acorda menos.

O que aconteceu aos 18 meses de mais significativo, sem dúvida alguma, foi a expansão enooorme de seu vocabulário. Antes, ela falava uma palavrinha ou outra, agora está uma tagarela de marca maior.

Quem canta seus males espanta

Quem canta seus males espanta

Suas palavras mais frequentes (as que eu me lembro, porque são muitas) são:

Mamãe: eu mesma. E ela fala direitinho.

Papai

Vovó

Titia

cer: descer. Serve para descer ou para subir do seu cadeirão.

papá: quero comida, oras!

mamá: mamadeira

teta: chupeta

mão: quando ela quer ajuda para alguma coisa, ela estica a mãozinha e fala “mão”! Como se estivesse dando uma ordem e não fazendo um pedido.

porta: quando quer que a gente abra a porta para ela sair.

arrozi: arroz. Sua comida preferida acima de todas as outras. Vez ou outra ela pega implicância com um ou outro alimento, mas o “arrozi” continua no topo.

pão: segundo na lista de preferência.

boio: bolo, claro!

Cóio: quando quer colo, ela agora estende os bracinhos e pede “cóio“.

Eche: esse. Tudo o que ela quer, ela aponta e pede “eche“.

Pepa: seu desenho preferido. Junto com a galinha pintadinha, o peixonauta e a loja de laços da Minnie.

Neném: qualquer criança

Maia: sua boneca “Germara”, com que dorme todos os dias.

Gada: obrigada. É muita educação, tá?

Tau: tchau.

Paia: para. quando a gente enche muito o saco dela com beijos ou cosquinha.

: Brincar. Pergunto se ela quer alguma coisa, na hora ela responde que quer ““.

Cocô: serve para cocô ou pum. Ela ainda não sacou que peso na fralda é a diferença entre os dois. Rsrs

Não, não, não! : Esse ela fala assim mesmo, três vezes, quando tá muito P da vida porque a gente quer que ela coma outras coisas além de “arrozi“. E ela ainda fala virando a cabeça de um lado pro outro. Juro que não sei se rio ou fico brava.

Também tem aquelas mais óbvias: água, naninha (bananinha), fiijão (feijão)e muito mais que não lembro agora, mas essas são as principais. E uma que me faz chorar de rir é quando perguntamos se ela quer alguma coisa e ao invés de ela falar que sim ou não ela faz um “ahãn”. É uma figuraça, gente!

Até a próxima!

Beijos polares, aqui de Berlim!

Galeria
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11 meses e outras delícias

fofurice e lambança Gente, a fase de ouro chegou!!! Só não é mais dourada porque o sono da Carolina mesmo com toda rotina, homeopatia, camomila, amor, cama compartilhada, etc etc etc ainda é meio cagado. Mas que é uma fase deliciosa…ah! isso é!

Digo isso porque aconteceram muitas novidades agora no final do mês. Vamos lá:

  • Ela começou a ENTENDER os comandos. Antes ela batia palminhas quando via a gente bater ou quando tocava alguma música que ela gostava. Agora, é só a gente pedir ou cantar os parabéns, que ela bate. Se a gente pede para dar tchau, ou se só fala a palavra, ela dá. Se a gente pede para mandar beijos, ela manda. E por aí vai. E o mais engraçado é que foi de um dia para outro. Eu sempre pedia e ela nem tchum. Só imitava e mesmo assim quando dava na telha. Daí, do nada, eu pedi uma série de coisas e ela atendeu todas. Fiquei chocada e paralisada de tanta vontade de agarrar, abraçar, beijar… parecia até que ela tinha ganhado um Nobel. rsrs
  • Ela aprendeu a dançar. Quando começa a tocar alguma música mais animada, ela começa a sacolejar a bundinha que é uma graça só.
  • Ela agora fala algumas palavrinhas. A palavra preferida é “dá”, sem dúvida alguma. Ela quer TUDO que vê. Mas já saiu também “eche” (esse) e “tex” (três), “aô” (alô) e “papa” (serve pro pai e pra comida).
  • AMA falar num telefone. Ela fala “Aô papai” para o celular, controle remoto e qualquer objeto que seja retangular.
  • Fica de pé apoiada nos móveis com bastante firmeza, e consegue escalar alguns.
  • Continua boa de boca e já consegue comer uma banana inteira sozinha se a gente der inteira na sua mão. Ela bota os 5 dentinhos para trabalhar.
  • Falar nisso, agora são 6. Tem 3 em cima e 3 embaixo.
  • Adora comer sozinha biscoitos. E já aprendeu a usar a colher. Leva até a boca e depois tenta pegar do pratinho (nem sempre com sucesso, é claro).
  • Seus brinquedos preferidos são uns cubos de empilhar que a tia Ju deu e umas argolas de encaixar que a mamãe deu.
  • ADORA tirar coisas e encaixar, guardar…
  • Fica frustradíssima quando não consegue.
  • Seu sonho é que a mamãe deixe ela enfiar o dedo na tomada ou deixe chupar a ponta do carregador do celular.
  • Gosta muito de “ler” os seus livrinhos e qualquer revista que caia em suas mãos. Ela não tenta rasgar, não! Ela fica passando as páginas e falando seu dadadá.
  • Começou a cantar sozinha de vez em quando.
  • Aprendeu os gestos da música do pintinho amarelinho.
  • Chora desesperada se vê a vovó Rô e ela não a pega no colo. E é só ouvir a voz dela, que sai engatinhando desesperada atrás. Sai até do colo da mamãe!
  • Parou mesmo de mamar no peito. Resolveu que não queria mais e pronto. Fiquei triste, mas tudo bem. O importante é que fomos até onde ela quis.
  • Seu cabelo está mais cheinho mas ainda não dá pra fazer um corte.
  • Ficou doente pela primeira vez: teve uma laringite meio chatinha que não chegou a dar febre mas que atrapalhou o sono por alguns dias e uma crise de alergia por picada de pernilongo. Ainda bem que nosso Dr é fácil de ser achado e resolveu rapidinho.🙂
  • Está comendo praticamente de tudo. Só não come doces, mel, peixe, morango e Kiwi. O resto manda ver.
  • As vezes pega sua escova de cabelo e fica tentando passar no seu cabelo e no nosso.
  • Ama dar comida na nossa boca. De preferência alguma que ela já tenha babado bastante antes.

Não disse que tinha um monte de novidades? Esse mês foi de muitas fofices e descobertas. Acho que foi o melhor até agora! Quanto mais eles entendem e respondem aos nossos estímulos, mais a gente vai ficando apaixonado! Claro que continua trabalhosíssimo, pois agora ela está tal qual uma funkeira e só quer “chão, chão, chão”, mas as fofices compensam tudo!

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Pediatra pra que te quero

só quero alguém que me examine com respeito e carinho, mãe!

só quero alguém que me examine com respeito e carinho, mãe!

Se tem um conselho que gostaria de ter recebido na gravidez, seria esse: ESCOLHA O PEDIATRA O QUANTO ANTES.

Isso mesmo…o pediatra. E em letras maiúsculas.

Confesso que cheguei a ler na época sobre escolher um pediatra ainda na gestação, mas achei balela. “Ah, o bebê vai nascer saudável! Para fazer só puericultura, eu vejo depois um do plano e pertinho de casa” Mais equivocada só se eu dissesse que faria a escolha com olhinhos fechados jogando um dado pra cima. Porque escolher alguém do livrinho do plano é quase isso: um jogo de azar. Com a diferença que é da saúde dos nossos filhos que estamos falando.

Quando a Carolina nasceu, ela nasceu ótima. Seu Apgar foi excelente, seu tipo sanguíneo é igual ao meu (o que diminui a chance de incompatibilidade sensivelmente), ela mamava direitinho (assim eu pensava na época) e tivemos alta em 2 dias. O problema é que ela ficou laranja como uma cenoura e tive que procurar o pediatra para uma primeira consulta mais cedo do que precisaria normalmente (5 dias). Sem idéias de quem consultar, tentei ligar para os do livro e todos só tinham consulta para dali a um mês, dois… mesmo eu explicando que era um bebezinho recém nascido. Daí vocês já sentem a dificuldade. Como escolher um desses para o SEU pediatra? E se seu filho ficar doente? Vai esperar um mês ou dois até a consulta? Bom senso em falta no mercado,…

Acabei levando na pediatra que foi do meu marido. O problema? Era por ordem de chegada. Daí você chega com seu bebê de 4 DIAS e tem mais de 20 crianças tossindo, com sei lá mais o que e recém nascido não tem preferência. Difícil novamente…

Resolvi tentar mais uma do plano e conseguimos marcar para dali a uma semana. Fiquei até animadinha. Ao chegar, a mulher era UMA GROSSA de marca maior. Não olhou na nossa cara, ignorou a mão estendida do meu marido que queria cumprimentá-la, disse que bodies de bebês deixam o bebê aleijado por mau formação de quadril, disse que minha filha não podia usar a mantinha que tinha ganhado da avó e eu disse adeus, né? Vai ser doida bem longe de mim!

O terceiro pediatra marquei para uma clínica até famosa aqui de Jundiaí. Era um senhor de idade, nos atendeu bem, examinou direitinho minha filha. Gostamos dele. Maaaaaas…teve um dia que a Carolina vomitou e veio sangue. Fiquei apavorada e liguei para o consultório. A secretária disse que não podia chamá-lo pois ele não estava lá nesse dia e que não tinha outro telefone e nem celular para atender. Perguntou por que eu queria falar com ele. Na dúvida entre chamá-la de enxerida e resolver o problema, contei o que me preocupava e ela, do alto da sua formação de “secretária de pediatra” disse que eu tinha que levar para a emergência.

A quarta pediatra era homeopata, simpática, consulta longuíssima, ouvia tudo, examinava com carinho. Maaaas (e parece que sempre tem um mas na história) era particular (até aí tudo bem, já tinha me conformado a pagar para ter um atendimento decente) e seu remédio homeopático não resolveu em nada o problema que estava na época que era a falta a de sono da Carolina. Além disso, um agravante: em uma noite particularmente difícil a Carolina chorava sem parar como se eu estivesse tatuando com agulha quente nela e eu tentei ligar para seu celular, era umas 22h. Ela não atendeu. Fiquei tentando por meia hora sem sucesso. Eu quero alguém com quem eu possa contar, poxa! Não adianta ser fofa, cor de rosa, dra Unicórnio e não atender o celular. Desculpaê!

O quinto pediatra: resolvi partir para a agressividade. Pesquisei no google “melhor pediatra”. Juro que fiz isso! Momento mamãe desesperada total! Cheguei no Dr Leonardo Posternak. Ele é um pediatra argentino que tem mais de 40 anos de pediatria, tem formação psicanalista também, é colunista de Pais e Filhos, criador do Instituto da Família e…UM AMOR. Não tenho outras palavras para descrevê-lo. O acolhimento que encontrei em suas consultas é o mesmo de um consultório de psicólogo mesmo. Ele ouve, examina com carinho, interage delicadamente com os bebês, tira dúvidas, ameniza culpas, debate a rotina, dá receitas de alimentação. E te manda ligar se alguma coisa der errado. Desconfiada, liguei uma vez que a Carolina tinha caído da cama as 8h da manhã de um sábado. E ELE ATENDEU. Assim como me atendeu quando ela teve laringite e infeção intestinal. E deu-me orientações por telefone, me acalmou… A consulta é barata? Não. Mas vale cada centavo.

Eu sinceramente penso que se a pessoa não quer dar o celular ela não pode ser pediatra e nem cardiologista. Também acho que um bom pediatra tem que ter uma boa interação com o bebê e com a mãe. Tem que ter carinho, compreensão, apoio. Por isso entendo também que é um trabalho exaustivo e que deve ser bem cobrado. Sorry, vocês provavelmente não acharão um bom pediatra de convênio pois não tem como ter bom atendimento em 15 minutos! Puericultura precisa de confiança e de conversa e isso demanda tempo.

Então penso que para você não passar perrengue DEPOIs que seu bebê nascer, pesquise ainda na gravidez. Vá em uma consulta, pergunte sobre pontos que você tem dúvidas (amamentação, vacinas, puericultura) e veja se as opiniões do médico bate com as suas. Porque tem isso também, tem aquele pediatra que sua amiga ama de paixão e você vai e odeia. Tem que ver se rola uma empatia. E não deixe de perguntar também se ele fornece celular e se atende o celular em dias não úteis. Melhor você perder tempo rodando consultórios ainda barriguda do que com um bebezinho nervoso e chorão na cadeirinha do carro. Juro pra vocês.

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10 meses…pensaram que eu tinha esquecido?

Esse mês passou voando. E as novidades do mês são as seguintes:

  • As palminhas agora são multiuso. Quando ouve uma música? Palmas! Quando está feliz? Palmas! E o mais divertido: como descobriu que eu acho lindo demais suas palminhas, é só eu ameaçar brigar ou chamar sua atenção que ela faz uma cara de sapeca e bate palminhas. Não preciso nem dizer que o pito acaba aí e perco totalmente a moral porque começo a rir.
  • Quando não quer ir pro colo de alguém, esconde o rostinho no meu peito. E me faz morrer de fofura toda vez que faz isso.
  • Quando está no meu colo, não vai pro colo de ninguém mais. Mamãe é a sua favorita. Yay!!!
  • Falou sua primeira palavra por repetição: tava. Foi muito engraçado porque eu sempre falo com ela mas não espero uma resposta. Ela tinha acabado de comer e eu perguntei se estava bom o papá. E, do nada, ela repetiu “tava“. Eu e Du ficamos tão chocados que não conseguimos falar nada.
  • Ainda não fala mamãe mesmo eu repetindo centenas de vezes para ela.
  • Fala “papá” mas eu tenho quase certeza que é para comida e não para papai. Sorry, babe.
  • Tem um movimento de pinça extremamente eficiente. Até demais. Pega TODAS as sujeirinhas do chão.
  • Não pode ver a gaveta aberta que quer esvaziar de qualquer jeito.
  • Engatinha pra todo lado! Para minha felicidade e para o bem das suas roupas (que ficavam todas manchadas na barriga) ela desistiu de se arrastar!!!!!
  • Virou uma pequena roedora. Tem quatro dentinhos megafofos.
  • Come frutas e biscoitos sozinha e direitinho.
  • Quase abandonou o peito. O que é um pouco libertador mas atacou minha esquizofrenia materna pois fez com que eu me sentisse abandonada e “menas main”.
  • Gosta de brinquedos que fazem barulho e se amarra em batucar. Melhor presente: seu xilofone. Melhor presente para mim né? Porque ela batuca em qualquer coisa.
  • Ficar de pé apoiada nos móveis ela já ficava, mas agora está pró em sentar-se ou se agachar e levantar de novo. 
  • Aprendeu a apontar. Fica com seu dedinho apontado para tudo e para nada. 
  • Quando a gente fala “Toca aqui”, ela bate a mãozinha na nossa. Super cool essa minha garota.
  • Faz biquinho e barulhinho de beijo com a boca o tempo todo, mas não tem idéia que isso é beijo.
  • Adora morder tudo e todos, mas os alvos preferidos são queixos e meus peitos. E dóóóói.
  • Está cada vez mais difícil trocar sua fralda. Ela está a mais fugitiva de todas. Fico em dúvida se estou laçando um novilho ou trocando um bebê.
  • E é isso!🙂    Imagem
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Errar é materno

ImagemAntes de nascer uma criança, uma mãe já está sendo formada. E é durante a gravidez que a gente pensa, sonha e constrói a mãe que queremos ser.

A gente prepara o ninho, prepara o espírito, lê, imagina.

Assim que o bebê nasce, começa a prova maior para a qual já nos preparamos: o exercício da maternidade. Nenhuma outra prova nos exigiu tanto tempo e tanta dedicação quanto esta.

Errar todos erramos. Não conheço quem tenha gabaritado esta prova. 

Mais importante do que quanto de acertos temos é ser aberta o suficiente para, tal qual um GPS, “recalcular a rota” quando aparecer um imprevisto. E, caramba, eles aparecerão pois não há nada mais imprevisível que uma vida com filhos.

Vejo muitas mães se culpando por isso e por aquilo (me incluo aí pois a culpa é um acessório inseparável da maternidade) mas a culpa não leva a lugar algum. Não adianta nada fazer uma besteira, se culpar e… cara de paisagem, vida que segue. Achou que está errado? LEIA. ESTUDE. Hoje em dia a informação está disponível a quem tiver interesse e paciência de pesquisar. Viu que realmente estava errada? CORRIJA.

O problema não é errar. O problema é não aceitar o erro e repará-lo. Essa, inclusive, é uma das lições que devemos passar a nossos filhos. A de que não há problema algum em reconhecer um erro. E de que somos fortes e inteligentes o suficiente para consertá-los.

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Julgo eu, julga você

ImagemTem um tema que toda hora me vêm à cabeça, daí eu penso e penso nele, mas ele é polêmico e eu teria que me explicar bem direitinho para não criar desafetos. Daí eu deixo para lá. Quando menos espero, ele volta ao meu pensamento e eu fico encafifada em como poderia falar sobre ele sem ser execrada. rsrs

Hoje resolvi meter a mão no vespeiro. E o tema da vez é: o julgamento materno.

Isso mesmo. JULGAMENTO. 

Nós estamos acostumados a julgar tudo e todos com um olhar impiedoso e, ao contrário do que acreditamos, extremamente parcial. Quando um bebê/criança está envolvido na equação o julgamento costuma ser bem mais duro.

Um exemplo? Só lembrar de alguma mãe com seu filho na rua, em um lugar público, e a criança começa a dar piti. Ora bolas, bebês são pitizentos por natureza: choram se tem frio, calor, fome, sono…choro é sua única forma de comunicação. A mãe que está com o chorão no colo certamente está ansiosa para tentar aliviar o desconforto do filho (muitas vezes ela não faz a menor noção do que é) e também está tensa pensando no incômodo às outras pessoas. O que essa mulher mereceria? Um olhar de apoio ou até um apoio físico mesmo, certo? Pois então. Na maioria das vezes o que ela ganha é um olhar torto pois está “perturbando a ordem”. 

“Não sabe educar os filhos. Está ferrada quando crescerem”.

“Bebê chatinho… culpa da mãe, claro. Deve ser dessas neuróticas e já passou as neuroses pro filho”

“Deve ser chorão assim porque mama no peito ainda e ela pega no colo toda hora. É manha.”

“Deve ser chorão assim porque mama mamadeira. A mãe não criou um vínculo forte com o filho. Tadinho, se sente abandonado”

E por aí vai…

Caso a mãe esteja com uma criança na fase do “terrible two”, o escândalo e os olhares de reprovação são maiores ainda. 

Mas, minha gente, por que educar o filho dos outros é tão fácil? Já pensaram nisso? Temos todas as soluções do mundo para fazer o filho da vizinha dormir a noite toda, o filho da prima comer todo o prato de comida, o menininho da creche ser mais educado e não bater nos amiguinhos.

E OS NOSSOS FILHOS? Será que sabemos resolver também todos os problemas deles com a mesma destreza?

Pois é…não sabemos. Enquanto estamos sentados julgando a maneira como conhecidos e desconhecidos erram ao criar seus filhos, comparados com a educação perfeita que achamos estar oferecendo aos nossos rebentos, os pais das outras crianças estão fazendo os mesmos julgamentos sobre a nossa criação, nossos filhos.

Não sou perfeita (loooooonge disso), mas a maternidade me fez uma pessoa melhor. Hoje me sinto capaz de rever conceitos e exercitar essa empatia bem mais facilmente que antes. Ainda me aborreço quando alguém se intromete de algum modo na criação que dou a minha filha, como qualquer pessoa, gosto de respeito. Mas já sei ouvir bem mais. Caso a opinião da pessoa não seja construtiva ou não faça sentido dentro do que acredito, educadamente agradeço mas deleto.

Hoje, tento ao máximo não julgar e não falar nada que não seja construtivo. Mas o que percebo também é que estamos tão aferrados às nossas próprias opiniões que é difícil aceitar as do outro. Assim, só ofereço algum comentário, quando sinto abertura, quando percebo que a pessoa está solicitando.

 Claro que somos humanos e essa tendência ao julgamento é uma coisa difícil de ser superada. Mas vale a pena tentar. Tentemos um pouco de empatia ao invés de censura. O mundo com certeza será melhor se cada mãe puder criar seus filhos sem ter que pedir desculpas ou licença a todos os incomodados do mundo.

 

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Para o bumbum de ninguém ficar assando

Antes de ter filhos, eu não tinha muitas dúvidas: assaduras? Hipoglós! Minha avó usou, minha mãe usou… aquele cheirinho de peixe era quase sinônimo de cheiro de infância.

Mas aí a Carolina e sua bundinha fofa chegaram e eu comecei a experimentar a imensa gama de pomadas e cremes que o povo tinha me dado para evitar assaduras. Ali, naquele início, algumas preferências já começaram a se formar. E hoje, 9 meses e meio depois, posso dizer que já estou cursando meu PHD em “Evitar Assaduras”. Carolina NUNCA teve nada. As poucas vezes que ficou vermelhinha, troquei o creme e logo resolveu.

Assim sendo, do alto da minha vasta experiência Assadorística (brincadeira, gente, são só minhas impressões de mãe doida) vou dividir com vocês o que eu testei por aqui:

  1. Hipoglós:                                

ImagemDesde o primeiro dia que testei, não me agradou. O cheiro apesar de não ser mais aquele cheiro de peixe da fórmula antiga, não é dos melhores. Além disso é muito grossa, forma uma camada SINISTRA que é ruim a beça de sair, mesmo no banho. Quando a Carolina era bem bebezinha, seu xixi era em pouca quantidade daí a coisa era mais complicada e agarrava mesmo. Hoje em dia, com um xixi mais “robusto” ela não agarra tanto, mas ainda fica uns restolhos meio ruins de tirar. Não adianta, gente, peguei implicância e não compro nem uso. Tenho que admitir, entretanto, que a Carolina nunca ficou nem remotamente assada com ela. Acho que a assadura olha pra ela e pensa: “credo!!! Que pomada horrorosa, quero não!” (brincadeirinha!). Outro ponto a favor é o preço. Costuma ser bem mais em conta que as concorrentes.

2. Creme preventivo de assaduras da turma da Mônica:

ImagemEsse eu já comecei a usar com um pouquinho mais de esperança. Sabem como é… Maurício de Souza é meu ídolo de infância, o produto dele TINHA QUE SER BOM. Mas olha, gente… nem com boa vontade, viu. Não é que é horrorosa, mas também não é aquelas mil maravilhas. A textura é grossinha e lembra a da hipoglós, mas não agarra tanto, o que é um ponto a favor. Mas não tem cheiro agradável e nem desagradável. Para algumas mães, isso de ser sem perfume é um ponto a favor. Mas desde que a Carol começou a comer carne, ovo e tal a vida ficou mais fedida e difícil, então não estou podendo me dar ao luxo de dispensar perfume em creme de assaduras, não. Mas o que me fez desgostar MESMO foi que usando essa pomada foi a única vez que a Carolina ficou com o bumbum avermelhadinho. Daí eu troquei a marca e o vermelho sumiu. E não foi uma vermelhidão de alergia não, foi de início de assadura mesmo. Ou seja, não segura muito. 

3. Bepantol Baby:

ImagemAgora a conversa começa a ficar mais bacana. A textura desse creme é mais fina, ele é mais transparente quando passado na pele e não agarra tanto. O cheiro não é maravilhoso, mas é mais perfumadinho que as opções anteriores. Com essa daqui, a Carolina nunca ficou vermelhinha. O ponto negativo é o preço, pois é mais caro que os outros dois.

 

4. Babycreme da Welleda:

ImagemA melhor pomada anti assaduras que já usei. Sua textura é grossinha mas não agarra demais. Tem um perfume delicioso. Além de ser super natural. Ele é da marca weleda, que é uma marca ligada à medicina antroposófica. Assim, ele não contem conservantes, corantes e nem perfumes sintéticos. Não foi testado em animais. É super puro, com extratos vegetais de cultivos orgânicos em campos próprios, o que faz com que a chance de dar alergia seja bem menor. Tem algum inconveniente? Tem! O preço. Tanta maravilha não podia ser de graça, né? Ele é o mais caro de todos, mas não é um valor proibitivo e ele rende bastante. Um frasco dá para 1 mês. 

É isso, pessoal. Esse post não foi minimamente patrocinado, são apenas as minhas impressões de mãe e usuária viciada de creme anti-assaduras. Apesar da vontade da blogueira de ganhar alguma coisa com o blog, tudo o que ela ganhou até hoje foram poucas visitas e comentários.